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Madeira

JP pede revisão dos preços aplicados aos jovens nos Centros de Juventude

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A Juventude Popular da Madeira apela a que exista uma revisão dos preços dos Centros de Juventude da Região, aplicados aos jovens, pois é esse o público-alvo destes espaços. A estrutura juvenil entende a necessidade da revisão dos preços, mas critica a dimensão dos aumentos.

"Qualquer revisão de preços deve responder primeiro às necessidades da juventude, da mobilidade juvenil, das escolas e das actividades educativas, e não fazer recair sobre estes públicos o peso de contextos externos, nomeadamente a pressão turística ou a procura por parte de utilizadores que não correspondem à missão principal dos Centros”, considera a JP.

Os Centros de Juventude não podem ser equiparados a unidades turísticas. São instrumentos de política pública para a juventude. Quando passam a funcionar segundo uma lógica de mercado, perdem parte da sua razão de ser. JP

A contestação surge na sequência do anúncio da actualização dos valores praticados, sendo que, por exemplo, em Santana e no Porto Santo "uma cama em quarto múltiplo para jovens custava 8 euros por noite em época baixa e passa agora para 20 euros, uma subida de 150%". Isto significa que "numa semana, o custo sobe de 56 euros para 140 euros, apenas em alojamento". "Em época alta, a mesma cama passa de 10 euros para 26 euros por noite, fazendo com que uma semana aumente de 70 euros para 182 euros", aponta.

A JP lamenta que o agravamento seja ainda mais evidente nos meses que, com a nova portaria, deixam de ser considerados época baixa, nomeadamente Abril, Maio, início de Junho e a segunda quinzena de Setembro.

A JP Madeira alerta ainda para uma consequência especialmente sensível, como o "desaparecimento da tarifa própria para crianças dos 3 aos 11 anos". “No regime anterior, esse escalão tinha um preço mais baixo, sobre o qual podia incidir a redução de 30% prevista para estabelecimentos de ensino, no âmbito da Escola em Digressão. Com a nova tabela, essa tarifa infantil desaparece e as crianças passam, na prática, para o escalão geral dos menores de 30 anos”, refere.

Para a estrutura liderada por Leandro Silva, “esta alteração penaliza directamente escolas, visitas de estudo e actividades educativas, sobretudo no 1.º ciclo e nos alunos até aos 11 anos do 2.º ciclo".  Sabendo que estas infraestruturas recebem milhares de jovens todos os anos, a JP Madeira “defende que os jovens não podem ser prejudicados por contextos externos à missão dos Centros de Juventude, nomeadamente pela pressão turística ou por uma maior procura por parte de públicos que não são o seu destinatário principal”.

  “Se existe procura turística, então que se diferencie essa procura. Aceitamos o aumento das taxas, mas apenas nas utilizações turísticas, nas utilizações sem finalidade juvenil, educativa, social ou associativa, ou nos escalões etários que não correspondem ao público jovem. O que não é aceitável é fazer recair esse agravamento sobre menores de 30 anos, escolas, crianças e jovens”, sustenta.

A Juventude Popular defende, por isso, que “as tabelas devem ser reavaliadas, em especial de forma a recuperar uma diferenciação favorável para crianças e alunos em contexto escolar, designadamente através do reforço dos descontos aplicáveis, bem como da revisão dos valores cobrados aos menores de 30 anos, distinguindo claramente a utilização juvenil e educativa da utilização turística pelo restante público”.