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Madeira

“A expectativa é que [o meio aéreo] chegue antes ou no início do Verão”

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Foto Rui Silva/Aspress

O presidente do Governo Regional admitiu ontem que há uma série de tramitações burocráticas até à chegada do segundo helicóptero, mas reiterou a expectativa regional de que o equipamento chegue antes ou no início do Verão.

“Seria desejável, até porque já fizemos, como referi na Assembleia, as adaptações ao heliporto, no sentido de termos capacidade para a aterragem e descolagem de dois helicópteros. Fizemos também uma adaptação da infra-estrutura para garantir às tripulações um espaço onde possam ficar sedeadas. Nesse sentido, da nossa parte, está tudo pronto”, disse Miguel Albuquerque, numa reacção às declarações de Luís Montenegro, feitas ontem.

"É a minha convicção e é também a informação que o senhor ministro da Administração Interna me transmite que este ano teremos a regularização finalmente desse objectivo de termos o segundo meio aéreo na região autónoma" da Madeira, disse o chefe do executivo no debate quinzenal que decorreu no parlamento, numa resposta ao deputado único do Juntos Pelo Povo, Filipe Sousa.

O governante madeirense explicou que decorre um concurso público, com um conjunto de meios que o Governo da República está a contratar, e que este meio aéreo para a Madeira insere-se nesse conjunto. “Portanto, é isso que posso dizer neste momento. No entanto, da reunião que houve entre a senhora secretária [Micaela Freitas] e o senhor ministro ficou clara a intenção e a determinação de que o meio aéreo esteja cá antes do Verão”.

Governo Regional não tenciona se substituir ao privado no pagamento do subsídio de insularidade

Albuquerque foi também questionado sobre a aplicação do subsídio de insularidade ao sector privado, uma intenção que segundo o Partido Socialista estaria contemplada no Orçamento Regional para este ano.  “O PS, quando está na oposição, apresenta frequentemente propostas apelativas. No entanto, o nosso entendimento é claro: não devemos intervir directamente na economia privada dessa forma”, assegurou, explicando que o pagamento deste subsídio por parte do Governo Regional está posto de parte.

Lembrou ainda Albuquerque que não se trata de impor mais encargos às empresas sem garantir que estas têm capacidade para os suportar. “A nossa estratégia passa por melhorar o rendimento disponível dos trabalhadores, reduzindo a carga fiscal e devolvendo dinheiro às famílias”.