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Governo dos Açores procura "soluções minimizadoras" dos danos da saída da Ryanair

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Foto Shutterstock

A saída da companhia aérea Ryanair dos Açores tem consequências para a região e o presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, prometeu hoje fazer "pressão" para que se encontrem "soluções minimizadoras" dos danos.

A companhia aérea de baixo custo Ryanair abandonou a operação nos Açores a 29 de março devido às "elevadas taxas aeroportuárias" e à "inação" do Governo português.

Questionado hoje pela agência Lusa, na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, à margem da sessão de encerramento do Encontro dos Conselhos Económicos e Sociais - 50 anos da Autonomia dos Açores, o presidente do executivo açoriano referiu que não tem "uma varinha mágica" para colmatar a saída da companhia aérea de baixo custo da região.

"Não se trata de uma solução administrativa do Governo [Regional]. E, portanto, não gosto de dizer que está fácil, o que está difícil. Esta é uma situação difícil, é uma dificuldade, é penosa", acrescentou.

E prosseguiu: "Vamos tudo fazer para que o mercado se adapte e que a gente vá fazendo os nossos esforços para garantir que haja reforço, de acordo com as possibilidades, que também a oferta atual que possa assumir e, no caso concreto, as duas companhias de bandeira [que voam para os Açores, a SATA e a TAP]".

No entanto, Boleiro salientou que "esta não é uma solução que o Governo [Regional] tenha na carteira, nem sequer é uma responsabilidade do Governo ter por decreto uma solução".

"É, sim, uma responsabilidade que eu assumo de fazermos, empenhados, a pressão para que haja e se encontrem soluções minimizadoras dos danos que a diminuição da oferta, no caso de ligação entre o continente e os Açores, ocorreu com a saída da Ryanair", garantiu.

Um mês depois de a Ryanair ter deixado de voar para o arquipélago, o chefe do executivo açoriano de coligação também lembrou que "já houve uma diminuição de intervenção da Ryanair em anos anteriores e as coisas foram sendo adaptadas".

"Eu já tive a oportunidade de tornar público que para este verão IATA (sigla em inglês da Associação Internacional de Transporte Aéreo), nós vamos ter cerca de 16 companhias aéreas a fazer ligação para os Açores, coisa que não existia dantes. É o recorde de companhias aéreas a terem acesso aos Açores", observou, embora admitindo que a ligação entre o continente português e os Açores não é efetuada o mesmo nível.

Em janeiro, o presidente executivo da Ryanair, Michael O'Leary, disse, em entrevista à agência Lusa, que a companhia aérea iria encerrar a base nos Açores no fim de março, rejeitando qualquer possibilidade de recuo, o que efetivamente aconteceu.

O Governo Regional dos Açores ainda tentou, sem sucesso, que a companhia mantivesse a operação na região, iniciada em 2015.