Deputada do Chega propõe medidas para reforçar conectividade aérea nos Açores
A deputada do Chega à Assembleia da República Ana Martins, eleita pelo círculo dos Açores, propõe "medidas urgentes" que garantam uma melhor conectividade aérea entre a região autónoma e o continente, após a saída da Ryanair do arquipélago.
"A recente saída da companhia aérea Ryanair das ligações aos Açores levanta sérias preocupações para o turismo, para as empresas e para a mobilidade dos açorianos", recorda a parlamentar do num projeto de resolução entregue no parlamento.
A deputada do Chega sublinha no diploma que, durante anos, essa operação representou mais de 100 mil turistas por ano e teve um impacto económico estimado entre 140 e 160 milhões de euros.
Ana Martins entende que o Governo da República deve avaliar, "urgentemente" o impacto económico da saída da companhia aérea irlandesa dos Açores e deve também apresentar um "plano de emergência" para garantir a conectividade aérea dos Açores, promovendo "negociações com outras transportadoras", no sentido de reforçar as rotas para o continente e para a Europa.
"Os Açores não podem voltar a ficar isolados por falta de estratégia do Governo", alerta a parlamentar do Chega, para quem o executivo de Luís Montenegro deve também garantir a devida proteção à mobilidade dos cidadãos residentes nas regiões autónomas, bem como a sustentabilidade económica do setor turístico regional.
Para a deputada eleita pelos Açores, a diminuição da oferta aérea para as ilhas poderá ainda provocar "efeitos em cadeia" na economia regional, nomeadamente no aumento dos preços das viagens aéreas, na redução da concorrência entre transportadoras e na diminuição da procura turística.
"A saída da Ryanair poderá ter impacto negativo na hotelaria, na restauração, no comércio local e nas atividades económicas associadas ao turismo, assim como na perda de competitividade internacional do destino Açores", alerta Ana Martins.
No seu entender, a acessibilidade aérea foi um dos fatores que mais contribuíram para o crescimento do turismo açoriano na última década, na sequência da liberalização do espaço aéreo, ocorrida em 2015, razão pela qual entende que é necessário continuar a defender a importância da conectividade aérea aos Açores junto da Assembleia da República.