DNOTICIAS.PT
Madeira

JPP propõe voto de saudação ao 25 de Abril à Assembleia Municipal do Funchal

None

O grupo municipal do JPP no Funchal vai propor que seja aprovado, em Assembleia Municipal, um voto de saudação pelos 52 anos do 25 de Abril, por forma a “reiterar o papel das autarquias locais como motor de políticas públicas de proximidade, sublinhar a importância da celebração desta data como expressão de memória colectiva e compromisso democrático, renovar o compromisso com os valores de Abril, colocando os cidadãos no centro da acção política”.

Élvio Sousa, líder do partido e deputado municipal, será o responsável por apresentar o documento na sessão que se vai realizar esta quarta-feira, isto depois de "a maioria PSD/CDS na Câmara Municipal do Funchal ter decido não comemorar a data-símbolo da liberdade e da democracia".

O líder do JPP lamenta a decisão da maioria PSD/CDS, lembrando que o 25 de Abril de 1974 assume um significado ainda mais profundo na Madeira porque foi esse acontecimento que abriu caminho à Autonomia Político-Administrativa da Região Autónoma da Madeira e ao reconhecimento das autarquias locais, enquanto instrumentos fundamentais de governação de proximidade, mais capazes de responder aos anseios concretos das populações.

No entender de Élvio Sousa, a decisão de celebrar ou ignorar esta data simbólica, “diz-nos muito sobre o conceito que algumas pessoas têm da democracia e da liberdade”, mas deixa essa questão para avaliação das populações: “O 25 de Abril não é uma data acessória, é o fundamento da autonomia de que hoje dispomos e o ponto de partida para o poder local democrático que permite às autarquias estarem mais próximas das populações. Desvalorizar esta data é, inevitavelmente, desvalorizar esse percurso coletivo. Neste contexto celebrar o 25 de Abril é afirmar a importância de uma autonomia mais efectiva, de instituições mais próximas dos cidadãos e de uma política centrada nas pessoas.”

O líder da oposição traz à lembrança figuras que não se resignaram e empreenderam a luta pela liberdade e a democracia em tempos difíceis, considerando que o voto de saudação também é um reconhecimento a essas pessoas: “Na década de 1960 surgiu uma nova geração de oposicionistas, profundamente ligados ao jornal Comércio do Funchal, que se afirmou como uma das mais relevantes plataformas de crítica ao regime e de defesa da democracia e da autonomia regional. Neste contexto, importa destacar o papel de Vicente Jorge Silva, José Manuel Barroso, Fernando Pereira Rebelo e António Loja, que, através da intervenção cívica, política e intelectual, contribuíram para afirmar uma consciência democrática na Madeira e para projetar a causa autonómica no espaço público". termina.