CDU assinala 25 de Abril com críticas à “devastação social”
A CDU defendeu este sábado, no Funchal, o reforço da luta social contra o que considera ser um “ataque aos direitos” e uma “devastação social”, durante um almoço-comício comemorativo dos 52 anos da Revolução do 25 de Abril.
Citado em nota de imprensa, o coordenador regional da CDU Madeira, Edgar Silva, afirmou que “ainda vai ser necessário dar muito mais força à luta social para derrotar o ataque aos direitos e a devastação social que ameaçam a vida dos trabalhadores e do povo”.
O dirigente partidário sublinhou também a ligação entre a Revolução de 1974 e o processo autonómico, referindo que “foi a Constituição de Abril quem abriu as portas à Autonomia” e às eleições livres, acrescentando que o processo autonómico resultou das conquistas do 25 de Abril e da Constituição de 1976.
Edgar Silva apontou críticas ao actual contexto político e económico, considerando que “vivemos dias de brutal ataque aos direitos e de devastação social”, com agravamento das desigualdades e crescimento do trabalho precário. Segundo o dirigente, há um “cerco sobre o trabalho e os trabalhadores” e novas formas de controlo social.
O coordenador regional da CDU criticou ainda o que designou como prioridade dada ao mercado em detrimento das condições de vida, referindo-se ao chamado “pacote laboral”, que considera um retrocesso nos direitos dos trabalhadores.
“Como é evidente no ‘pacote laboral’, os governantes colocam o mercado, e não a vida, no centro da luta política”, afirmou.
Edgar Silva defendeu também que “o 25 de Abril dá-nos força para enfrentar a devastação social” e apelou à mobilização para travar políticas que considera lesivas dos direitos laborais e sociais.
A iniciativa contou ainda com uma intervenção da Juventude CDU, que abordou problemas que afectam estudantes e jovens trabalhadores.