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Decisão instrutória no caso da esquadra do Rato conhecida hoje

Foto Google Streetview
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A decisão instrutória no caso de alegados crimes de tortura, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física, entre outros, por sete agentes da PSP na esquadra do Rato (Lisboa) é hoje proferida no Tribunal Central de Instrução Criminal.

Os sete agentes estão em prisão preventiva desde o início de março, quando foram detidos na sequência da investigação a crimes de tortura grave, violação, agressões e abuso de poder na esquadra do Rato, em Lisboa.

Este é já um segundo inquérito pelos mesmos crimes, depois de em julho de 2025 terem sido detidos dois agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), também em prisão preventiva, acusados formalmente em janeiro deste ano pelo Ministério Público (MP) por crimes que visaram sobretudo toxicodependentes, pessoas sem-abrigo e estrangeiros, numa investigação que teve por base denúncias desta força de segurança.

Na acusação relativa ao inquérito contra os dois agentes é referido que agrediam pessoas que tinham detido com "socos e chapadas e coronhadas na cabeça, tendo inclusivamente filmado e fotografado algumas dessas situações e as respetivas vítimas".

O MP referiu que os agentes escolhiam maioritariamente toxicodependentes, pessoas que cometeram pequenos delitos, muitos com nacionalidade estrangeira e ilegais, ou em situação de sem-abrigo.

Um dos casos relatados é o de um cidadão marroquino que alegadamente terá sido sodomizado com um bastão por um dos arguidos e espancado e depois levado no carro patrulha e abandonado na rua.

Muitos desses abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.

Já na ocasião, o MP admitia a constituição de mais arguidos e a identificação de mais casos no processo.

Na sequência da detenção dos sete agentes, o comandante do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP procedeu à abertura de sete processos disciplinares.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) anunciou que correm três processos disciplinares sobre este caso, além de estar a investigar os polícias que assistiram aos vídeos partilhados pelos agentes sobre os alegados casos de tortura e violação na esquadra do Rato, tendo aberto um processo de inquérito em colaboração com a PSP.

A leitura da decisão instrutória está marcada para as 10:00, no Tribunal Central de Instrução Criminal, no Campus de Justiça, em Lisboa.