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Madeira

Nova Direita questiona despesas com Representante da República na Madeira

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Foto Helder Santos/Aspress

O coordenador regional da Nova Direita na Madeira, Paulo Ricardo Azevedo, criticou os custos associados à representação da República na Região, apontando o que considera ser um encargo anual de 2,7 milhões de euros para os contribuintes.

Num comunicado, o dirigente refere a existência de dois representantes da República na Madeira e defende que essa despesa poderia ser evitada através de uma reorganização institucional. “Esta verba poderia ser evitada caso o novel presidente tivesse decidido deixar de tratar dos madeirenses e dos açorianos como portugueses de segundo”, afirma, acrescentando que nada na Constituição impediria uma solução alternativa.

Paulo Ricardo Azevedo critica ainda o que descreve como custos elevados da Presidência da República, referindo que esta “custa aos portugueses mais de 25 milhões de euros por ano”, e questionando a necessidade de determinadas deslocações e cerimónias oficiais.

No mesmo comunicado, o coordenador da Nova Direita refere episódios relacionados com a tomada de posse de representantes e responsáveis políticos, apontando gastos associados a viagens e presença em Lisboa, e acusando o sistema de “duplos critérios” na avaliação de decisões políticas.

O dirigente critica também a atuação de responsáveis regionais, nomeadamente da Assembleia Legislativa da Madeira, questionando a coerência na gestão de dinheiros públicos e o impacto dessas deslocações.

Paulo Ricardo Azevedo conclui defendendo uma revisão do modelo institucional, afirmando que a Nova Direita pretende propor alterações caso venha a integrar a próxima legislatura regional, incluindo a possibilidade de eliminação do cargo de Representante da República na Região Autónoma da Madeira.