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Miguel Arsénio é 8.º e melhor português

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Foto Rui Silva/ Aspress

Miguel Arsénio terminou a prova rainha do Madeira Island Ultra-Trail na 8.ª posição da classificação geral, assumindo-se como o melhor português nos 110 quilómetros, numa corrida onde chegou a discutir os lugares cimeiros.

O atleta nacional geriu a primeira metade com prudência e foi ganhando posições ao longo do percurso, chegando mesmo a integrar o grupo da frente.

“Hoje, por acaso, saí mais tranquilo, rodei sempre ali na décima posição. Depois do abastecimento nos Estanquinhos é que tentei mexer na corrida e cheguei a andar em terceiro. Estive mesmo a encostar neles na frente”, relatou.

A luta pelos primeiros lugares acabou, no entanto, por ficar comprometida devido a um problema técnico durante a noite.

“Foi quando fiquei sem luz. Depois fiquei sem luz, acabei por esperar pelos atletas que vinham de trás, porque há sempre a possibilidade de ir atrás e ver o que está no chão pelo frontal deles”, explicou, recusando, ainda assim, usar esse episódio como justificação.

“Se fosse para ganhar isto, ganhava de todas as maneiras. Não é por causa da luz. A luz não é desculpa”, sublinhou.

Arsénio concluiu a prova em 14:09:38, depois de uma travessia integral da ilha, num percurso de elevada exigência física e técnica, onde o desgaste acumulado acabou por ditar ajustes na fase final.

Ainda assim, o atleta destacou o ambiente vivido ao longo da corrida, considerando-o um dos pontos altos da experiência.

“A prova é toda positiva. É super entusiasmante. Farto-me de vibrar com a multidão que se junta na Ribeira da Janela. Isso não acontece em mais lado nenhum, a não ser em grandes provas de nível mundial”, afirmou.

Para o português, é precisamente esse apoio do público que distingue a competição.

“É isso que também torna o MIUT uma prova de nível mundial, o público que acompanha ao longo do percurso e faz o atleta sentir-se apoiado e valorizado”, concluiu.