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Madeira

PPM Madeira assinala 25 de Abril e alerta para fragilidades na saúde e no emprego

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Foto Rui Silva/Aspress

O coordenador do Partido Popular Monárquico (PPM) na Madeira, Paulo Brito, defendeu que o 25 de Abril representa “um dos momentos mais importantes da história contemporânea de Portugal”, por ter posto fim a décadas de ditadura, censura e repressão política, abrindo caminho à construção de um país democrático.

Num comunicado remetido este sábado às redacções, o dirigente monárquico sublinha que a revolução permitiu a conquista de direitos fundamentais como a liberdade de expressão, o voto livre, a liberdade sindical, o direito à greve e garantias laborais, destacando também a criação do Serviço Nacional de Saúde como símbolo de igualdade e solidariedade no acesso à saúde.

Paulo Brito afirma, no entanto, que celebrar Abril implica também olhar para os desafios actuais, apontando dificuldades no sistema de saúde público, como a falta de profissionais, os tempos de espera e a pressão sobre os serviços, que considera fragilidades com impacto no direito à saúde.

O coordenador do PPM refere ainda preocupações no mercado de trabalho, nomeadamente a precariedade laboral e a insuficiência de salários face ao custo de vida, defendendo que a democracia “não se mede apenas pela existência formal de direitos, mas também pela sua concretização efectiva”.

No mesmo texto, alerta para alterações laborais que, no seu entender, podem fragilizar a protecção dos trabalhadores, defendendo que a modernização da economia não deve justificar a redução de direitos ou o enfraquecimento da negociação colectiva.

Paulo Brito conclui que o legado de Abril recorda que os direitos foram conquistados através da mobilização colectiva e devem ser defendidos e aprofundados, sublinhando que “honrar Abril é preservar a liberdade, mas também defender serviços públicos fortes, trabalho digno e justiça social”.