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Madeira

Nova plataforma do Subsídio de Mobilidade "não tem ponta por onde se pegue"

Miguel Albuquerque voltou, esta tarde, a criticar o novo modelo que considera "um inferno burocrático"

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O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, voltou a criticar, esta tarde, o novo modelo do subsídio de mobilidade social das viagens áereas, considerando-o de um "inferno burocrático".

À margem da Cimeira Parlamentar do PSD-Madeira e PSD-Açores, Miguel Albuquerque defendeu que a prioridade deve ser garantir simplicidade no acesso ao apoio, sublinhando que os cidadãos devem poder pagar apenas o valor facial das passagens, sem entraves administrativos. "Desde que haja a facilidade de pagar o valor facial e não sejamos sujeitos ao inferno burocrático a que estamos neste momento submetidos, tudo isso é positivo", afirmou, em resposta ao facto do presidente dos Açores, José Manuel Bolieiro, ter defendido, em entrevista ao DIÁRIO, que a Tarifa Açores fosse transformada numa tarifa insular para as ligações entre Madeira, Açores e o território continental.

O governante madeirense considera que as recentes alterações efectuadas ao modelo criaram "uma confusão de meia-noite", que gera "frustração" entre os utilizadores. Segundo Albuquerque, a situação está a provocar "mal-estar e desgaste" nas famílias que necessitam de viajar entre a Região e o continente. "Isto está a causar um desgaste nas pessoas, nas famílias que têm de viajar, que é uma coisa absurda", criticou.

"Ou então façam um regime transitório, que é o que eu defendo. Aperfeiçoem a plataforma e voltem ao anterior, dos Correios a funcionar, sobretudo para pessoas da minha idade, que têm dificuldade em compreender este sistema. [O actual] é uma tecnologia de ponta, mas ainda é uma ponta que não tem ponta por onde se pegue", sublinhou, reforçando que é algo que está a "massacrar" os cidadãos durante meses.