Israel à espera de luz verde dos EUA para retomar guerra, afirma Governo israelita
Israel está pronto para retomar a guerra contra Teerão e aguarda luz verde de Washington para "concluir a eliminação da dinastia Khamenei", afirmou hoje o ministro da Defesa israelita.
O exército israelita "está pronto, tanto a nível defensivo como ofensivo, e os alvos foram identificados", disse Israel Katz numa mensagem de vídeo, depois de ter debatido a situação de segurança com altos comandos do Exército.
"Estamos à espera do sinal verde dos Estados Unidos --- acima de tudo para concluir a eliminação da dinastia Khamenei", acrescentou, referindo-se a Mojtaba Khamenei, nomeado líder supremo para suceder ao pai, Ali Khamenei, morto a 28 de março, mas também "para fazer o Irão regressar à idade das trevas e à Idade da Pedra".
O ministro israelita disse mesmo que Telavive pretende destruir "as principais instalações de energia e eletricidade e da infraestrutura económica" iraniana.
Katz adiantou que o Estado judaico está à espera de uma eventual coordenação com Washington para ações futuras, acrescentando que o plano prevê "ataques devastadores" contra infraestruturas estratégicas iranianas.
Durante a intervenção, o governante também criticou o regime iraniano, acusando-o de repressão interna e de apresentar dificuldades de coordenação e comunicação na estrutura de comando.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está preparado para "qualquer cenário".
Um dia antes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que ia prolongar por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irão até que o Governo da República Islâmica, que considerou estar dividido, apresente uma proposta unificada de acordo.
Trump voltou a acusar Teerão de estar a "ter muita dificuldade em perceber quem é o seu líder" e ordenou à Marinha norte-americana a destruição de todas as embarcações lança-minas no estreito de Ormuz, em duas publicações na sua rede social.
Apesar do cessar-fogo, o Irão mantém praticamente bloqueado o estreito de Ormuz, fundamental para o comércio de petróleo, e os Estados Unidos aplicam um bloqueio naval contra navios e portos iranianos.
Nos últimos dias tem-se registado uma escalada em termos de ações navais entre os dois países, depois de os Estados Unidos terem anunciado a interceção de dois navios no oceano Índico e a apreensão de um navio porta-contentores no fim de semana.
Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica, apreendeu na quarta-feira dois navios no estreito de Ormuz por "operarem sem as autorizações necessárias".
No total, os Estados Unidos impediram a passagem de pelo menos 31 navios desde o início do bloqueio naval ao Irão, de acordo com dados divulgados ontem pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).
Mais de 10.000 militares norte-americanos, cerca de 17 navios de guerra e 100 aeronaves patrulham as águas próximas do Irão para garantir que nenhuma embarcação entre ou saia dos portos, segundo o CENTCOM.