Guarda Revolucionária do Irão avisa para "golpes devastadores" ante qualquer agressão
A Guarda Revolucionária iraniana avisou hoje que qualquer nova agressão de Estados Unidos da América (EUA) e Israel terá como resposta "golpes devastadores, para além do que é imaginável" para os inimigos.
"Numa possível nova fase do confronto militar, a Guarda Revolucionária infligirá golpes devastadores, para além do que é imaginável" para os inimigos, "aos seus recursos remanescentes na região", lê-se em comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.
Aquela força militar da República Islâmica declarou que a sua resposta a qualquer nova agressão será "firme, decisiva e imediata".
Segundo o texto, a capacidade de atingir pontos vitais e simbólicos da dissuasão israelita e norte-americana "continua em aberto e pronta", destacando-se a coordenação com o resto das forças armadas para impedir qualquer tentativa de recuperar as suas capacidades estratégicas.
Os responsáveis militares de Teerão frisaram que o enfraquecimento do poderio militar israelo-americano abre caminho para uma nova ordem regional no Médio Oriente, sem a presença de potências estrangeiras, defendendo que tal vai contribuir para a consolidação de um ambiente mais estável na região.
O presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu hoje na sua rede social que o Irão está "a entrar em colapso financeiro" devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, numa mensagem na sua rede social, depois de ter prolongado a trégua temporária na véspera.
O cessar-fogo declarado na ofensiva que os EUA e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro expirava hoje e estava previsto que Washington e Teerão retomassem as negociações, mediadas pelo Paquistão, em Islamabade.
Entretanto, a agência de segurança marítima britânica UKMTO, que acompanha navios em todo o mundo, anunciou que um porta-contentores foi alvo de disparos iranianos ao largo da costa de Omã, causando danos, mas sem vítimas.
O incidente ocorre depois de os EUA terem apreendido um navio porta-contentores iraniano, no fim de semana, e abordado um petroleiro associado ao comércio de petróleo do Irão, no oceano Índico.