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Madeira

Há 28 anos a Região dava permissão a jogo "proibido"

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Há 28 anos, o DIÁRIO fazia manchete com o facto de a Região permitir um jogo "proibido". Tratava-se um jogo de computador, que não era permitido em vários países, por conter cenas muito violentas, mas que estava a ser comercializado na Madeira.

A 21 de Abril de 1998, era noticiado que a Madeira tinha disponível, para comercialização, um jogo proibido em vários países. Chama-se 'Carmageddon' e era o último grito dos jogos de computador e um êxito em Portugal. 

"Crianças, grávidas, idosos e camponenses, executivos. Todos passados "a ferro" por condutores "maníacos" do jogo de vídeo Carmageddon. Uma violência que já valeu várias proibições de comercialização pelo mundo fora. Em Portugal a corrida aos atropelamentos de peões indefesos está a ser um êxito, com mais de 8 mil unidades vendidas. Na Madeira já foram vendidas mais de 100 unidades", podia ler-se no artigo.

Na mesma notícia era menciona que o jogo lançado em Junho de 1997 tinha sido "barrado" na Argentina, Alemanha, Brasil e Chile. "Ingleses, franceses e italianos fizeram uma versão mais "soft" da maquiavélica corrida. Nos Estados Unidos está disponível a "versão sangue" e os destroços do velhinho ou da criança que acabou de atropelar. Quanto mais atropelamentos mais pontos ganha".

Naquela altura, o DIÁRIO contactou uma das revendedoras do jogo na Madeira, que reconhecia que o jogo estava cheio de violência. No entanto, devido à não existência de legislação restritiva da violência dos jogos de computador, o máximo que podia ser feito era "alertar os compradores".

"Proibir teria o efeito contrário. O que é proibido é cobiçado", afirmava, acrescentando que só compreendia a opção por aquele jogo como "um escape" onde os jogadores podiam depositar toda a sua violência.