Trânsito caótico na via rápida

Sou um continental que passa parte do inverno aqui na Madeira, há já uns anos.

Essa condição permite-me observar, como é natural, o comportamento das pessoas na ilha com maior objectividade. E como é expectável em todo o lado, encontrar aspectos bons e maus.

Há um, que pela dimensão que representa, considero muito grave e de enorme risco para os habitantes da ilha. O trânsito automóvel muito especialmente na via rápida.

Queria não só abordar essa questão convosco, certamente já do vosso conhecimento, mas especialmente apelar ao vosso Jornal para promoverem uma campanha junto de entidades competentes e público, que levasse à consciencialização dos perigos e riscos que as pessoas correm em circular naquela via, a velocidades perfeitamente loucas. E não é um nem dois. São milhares os condutores que circulam em excesso de velocidade na via que tem um traçado difícil.

Sugiro que numa campanha insistente alertem as pessoas para o risco de vida que correm por se comportarem deste modo. Ocorrem cerca de 70 acidentes por semana alguns deles com feridos graves e mortes e, ainda assim, as pessoas parecem ignorar essa realidade.

Acho que fazia sentido explicar às pessoas que as distâncias na ilha são muito pequenas e os tempos que ganham por ir a alta velocidade são insignificantes. Dar a perceber que, se andarem devagar, a ilha “cresce” podendo sentir menos o fenómeno da insularidade. Que penso esteja na origem do andar muito depressa.

Tudo o que possam fazer que leve a maior disciplina no trânsito naquela via certamente beneficiará todos. E também as pessoas, muito poucas, que conduzem cuidadosamente e se sentem ali em risco eminente de abalroamento e risco de vida.

Manuel Cid