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Guerra no Irão Mundo

Desmanteladas duas células de espionagem ligadas à Guarda Revolucionária no Qatar

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Duas células de espionagem ligadas à Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do Irão, foram desmanteladas no Qatar, no quarto dia de ataques aéreos iranianos no Golfo em retaliação pela ofensiva israelo-americana.

"Uma vigilância apertada levou à detenção de dez suspeitos: sete tinham a missão de espiar e recolher informações sobre infraestruturas militares vitais no país, e três deveriam realizar operações de sabotagem", adiantou a agência de notícias oficial catari.

De acordo com a mesma fonte, os suspeitos "admitiram durante o interrogatório as suas ligações à Guarda Revolucionária e que tinham sido incumbidos de realizar atividades de espionagem e sabotagem".

O Qatar anunciou também hoje à noite que dois mísseis iranianos atingiram o seu território, um dos quais a base militar norte-americana em Al-Udeid.

"Os sistemas de defesa aérea intercetaram com sucesso um dos mísseis, enquanto o segundo atingiu a base de Al-Udeid, no Qatar, sem causar vítimas", indicou o Ministério da Defesa em comunicado.

Mais cedo, o Qatar já tinha divulgado que frustrou vários ataques sobre o aeroporto internacional de Doha, ao quarto dia da resposta iraniana aos raides aéreos israelo-americanos.

"Houve tentativas de atacar o aeroporto Hamad Internacional, foram todas frustradas (...) os mísseis foram abatidos pelas nossas medidas defensivas, e nenhum chegou ao aeroporto", declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Majed Al-Ansari, durante uma conferência de imprensa, em Doha, acrescentando que o país não tem contacto com o Irão desde o início dos ataques.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.