JPP critica "esmola" que o Governo Regional dá ao sector da cana-de-açúcar
O grupo parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP) visitou este domingo a Feira Regional da Cana-de-Açúcar, na freguesia dos Canhas, concelho da Ponta do Sol, onde deixou críticas às medidas anunciadas pelo Governo Regional PSD/CDS para o sector.
Após contacto com produtores, o secretário-geral do partido, Élvio Sousa, classificou como insuficiente o aumento de dois cêntimos por quilo no preço da cana-de-açúcar para a nova temporada, considerando-o uma “esmola”. Segundo o líder partidário, o acréscimo não acompanha o aumento dos custos de produção, nomeadamente com mão de obra, adubos, fertilizantes e água de rega. O dirigente destacou ainda a recente subida do preço dos combustíveis, referindo que os agricultores enfrentam um agravamento adicional das despesas. Nesse contexto, criticou o executivo madeirense por aumentar a carga fiscal sem implementar medidas de alívio, lembrando que o preço do gasóleo subiu 13 cêntimos por litro.
Élvio Sousa defendeu que o actual desempenho da economia regional permitiria ao Governo apoiar mais os agricultores, acusando o executivo de estar afastado das dificuldades enfrentadas por famílias, jovens, pequenas empresas e produtores.
O líder da oposição alertou também para o risco de abandono de terrenos agrícolas, defendendo a necessidade de rever o preço da cana-de-açúcar. Segundo afirmou, essa revisão é essencial para evitar a desistência da actividade, numa altura em que os produtos finais, como o rum e a aguardente, têm registado aumentos de preço.
Durante a visita, o responsável do JPP sublinhou ainda o papel do seu partido na defesa dos agricultores da Região, afirmando que tem apresentado propostas e soluções para várias culturas, incluindo vinho, banana, semilha e cana-de-açúcar. “Todos sabem que o Governo PSD/CDS tem vindo a reboque das propostas do JPP, e os próprios agricultores e pastores sabem disso, no que respeita ao preço da banana, da uva negra-mole e agora recentemente do regresso controlado do gado à serra, que o PSD já faz de conta que o pratica e que o promove”, concluiu Élvio Sousa.