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Madeira

Projecto 'Gestos Verdes' promove inclusão e sustentabilidade através da agricultura biológica

Associação de Surdos, Pais, Familiares e Amigos da Madeira quer criar uma quinta pedagógica na zona da Nogueira, na Camacha

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A secretária Regional da Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, visitou esta quarta-feira, 25 de Março, o projecto 'Gestos Verdes – Pomar Biológico / Pomar Pedagógico Acessível', desenvolvido pela Associação de Surdos, Pais, Familiares e Amigos da Madeira (ASPFAM), que combina a produção agrícola biológica com uma componente pedagógica e de inclusão social.

A iniciativa promove a formação e empregabilidade de pessoas surdas e com necessidades especiais, ao mesmo tempo que sensibiliza a comunidade para a sustentabilidade ambiental, através de atividades com escolas, crianças e jovens.

Durante a visita ao projecto, localizado no Caminho do Lazareto, no Funchal, a governante teve oportunidade de conhecer no terreno as suas valências e o seu impacto social, acompanhada pelo presidente da direcção da ASPFAM, Sérgio Teixeira, numa visita que contou também com a presença do presidente da Junta de Freguesia de São Gonçalo, Tiago Freitas, e da vogal do Instituto de Segurança Social da Madeira, Mara Rodrigues.

Na ocasião, Paula Margarido destacou o carácter inovador da iniciativa, sublinhando que se trata de “um projecto que conjuga, de forma muito feliz, inclusão social, formação, sustentabilidade ambiental e valorização das pessoas”.

A responsável acrescentou que se trata de "um exemplo claro de como é possível criar oportunidades reais para pessoas surdas e com necessidades especiais, reconhecendo as suas competências e promovendo a sua autonomia, através de uma actividade com valor económico e social”.

Em desenvolvimento desde 2015, o “Gestos Verdes” assenta na produção biológica de produtos hortícolas e frutícolas, integrando também uma vertente pedagógica com visitas de estudo, actividades práticas e ações de sensibilização para a agricultura sustentável.

A secretária Regional valorizou igualmente a dimensão educativa, afirmando que “este espaço funciona como um verdadeiro laboratório ao ar livre, onde se aprende fazendo, onde se cruzam gerações e onde se constroem valores como a responsabilidade ambiental, a inclusão e o respeito pela diferença”.

Durante a visita, foi ainda assumido o compromisso de reforçar a integração de pessoas em situação de maior fragilidade no projecto, numa lógica de atividade socialmente útil. Nesse âmbito, foram discutidos programas que poderão viabilizar essa inclusão, como o 100 Diferenças e o Estímulo à Vida Ativa (EVA).

Na ocasião, foi também apresentado um plano da ASPFAM para a criação de uma quinta pedagógica na zona da Nogueira, na Camacha, seguindo a mesma filosofia de inclusão, formação e sustentabilidade.

Paula Margarido destacou o trabalho desenvolvido pela associação ao longo dos anos e defendeu a continuidade do apoio a iniciativas desta natureza. “Este é o caminho que queremos continuar a incentivar: projectos com impacto, com proximidade às pessoas e com capacidade de transformar realidades”, referiu.