Pelo menos oito mortos na queda de avião militar no Sul da Colômbia
Pelo menos oito pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas depois de um avião de transporte das Forças Armadas da Colômbia se ter despenhado hoje no sul do país, com 125 pessoas a bordo, de acordo com um último balanço.
O governador de Putumayo, John Gabriel Molina, confirmou este balanço de vítimas mortais ao diário colombiano 'El Tiempo', precisando que aquelas ainda não foram identificadas, e estimou também que até ao momento há pelo menos 73 feridos.
A este número somam-se 15 pessoas que se encontram em estado crítico, segundo o governador, de um total de 125 pessoas a bordo da aeronave.
Um balanço que fica aquém do avançado inicialmente pela Força Aeroespacial colombiana, que confirmou pelo menos 80 mortos neste acidente.
Por sua vez, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, elevou para 77 o total de feridos e informou de um morto pelo acidente nas redes sociais, acrescentando que ainda há "43 pessoas cujo estado está por determinar".
Entretanto, o comandante da Força Aérea Colombiana, o general Carlos Fernando Silva, indicou que até ao momento foram resgatados com vida "48 feridos", num vídeo difundido na rede social X, onde esclareceu que se trata de um número preliminar.
Além disso, indicou que a aeronave Hércules C-130 estava a fazer a rota Porto Leguízamo-Porto Asís, transportando pessoal do Exército quando se despenhou às 09:50 (hora local).
Viajavam a bordo 114 passageiros e onze tripulantes, acrescentou.
O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, confirmou que o avião sofreu um acidente "enquanto descolava de Porto Leguízamo", na região de Putumayo, e referiu que "transportava tropas da Força Pública".
Sánchez detalhou que já há unidades militares no local do acidente. "No entanto, ainda não se determinou com precisão o número de vítimas nem as causas do sinistro", explicou, após indicar que foram ativados os protocolos de assistência às vítimas e às suas famílias, e foi iniciada uma investigação.
"Expresso as minhas mais sinceras condolências às famílias que foram afetados e, em respeito à sua dor, apelo a que evitem especulações até termos informações oficiais", sublinhou, após reconhecer que se tratava de um acidente "profundamente doloroso" para a Colômbia.
Após o acidente, começaram a circular vídeos do momento em que o avião caiu e imagens de civis a transportar militares feridos no acidente em motas.
Mais tarde, o Presidente colombiano Gustavo Petro lamentou a falta de renovação do material das Forças Armadas devido a "dificuldades burocráticas".
"Se os responsáveis administrativos civis ou militares não estiverem à altura deste desafio, devem ser removidos", afirmou.
"Quem rouba um peso é um assassino das nossas tropas", avisou. "Espero que não haja mortes neste acidente horrível que não deveria ter acontecido", disse antes de referir-se ao facto de o Exército "ter vindo a perder capacidade há quinze anos".
Petro avisou que não dará "mais tempo", porque "é a vida dos jovens que está em jogo". Assim, anunciou que pediu "a compra imediata de helicópteros e aviões de carga e de tropa para aumentar a capacidade de transporte e mobilidade de tropas".
O presidente colombiano também espera poder aprovar a compra de anti-drones, blindados, caças Gripen e helicópteros.