Carta aberta a António José Seguro

A sua vitória, parabenizada, nas eleições presidenciais foram inequívocas: dois terços dos votantes disseram não!

Ao neo-fascismo, representado por um submisso acólito trumpista da contrafacção.

Não é o meu presidente. Pertenço à base da pirâmide social, cujo elevador há muito avariado. Agora, com este desgoverno, parou de vez. Ainda assim, disse que: '”lhe será fiel'”(!). Não pode nem deve ser um simulacro de presidente, face a um executivo que faz terraplanagem política em relação a matérias prioritárias, desde logo, o retrocesso civilizacional - Pacote Laboral, que até a Confederação das PMEs, se mostrou antagónica... Qual vai ser - de facto - a sua posição?

A sua vitória, também, foi a derrota expressiva: da mentira; do ódio; das notícias falsas (até publicaram um vídeo com Ventura à chuva sem chover); da manipulação; do racismo e da xenofobia; da misoginia; do medo, que lhes dá tanto jeito e, por aí fora.

É bom sinal, que caldenses, penamacorenses, e não só, tenham uma apreciação positiva a seu respeito, como mãos limpas.

Esta democracia incompleta e reformista terá no seu mandato um travão ao neo-fascismo que veio para ficar? Estaremos vigilantes, expectáveis e queremos que assim seja!, senhor António José Seguro, futuro presidente da República Portuguesa.

Vítor Colaço Santos