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Turismo País

'Turismo acolhe' já mobilizou quase 40 unidades hoteleiras

Sector revela solidariedade para com população afectada pelas tempestades

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O Turismo volta a dar sinal de pujança que transforma em solidariedade. Isto porque, em menos de 24 horas, o programa 'Turismo acolhe' - que pretende assegurar alojamento de emergência às famílias afectadas pelas tempestades nos 68 concelhos incluídos no estado de calamidade -, tem até a esta hora 37 adesões entre unidades hoteleiras e alojamento local, sobretudo no centro do País e em particular em Fátima.

Um número que deverá aumentar nos próximos dias, pois "a resposta é sim e estamos convocados, estamos a participar no 'Turismo acolhe'", conforme assegurou o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, num encontro com os jornalistas, no Porto, à margem do 35.º Congresso Nacional da AHP.

"Fomos contactados pelo Turismo de Portugal, como aliás já o tínhamos sido durante a pandemia e onde fomos muito participativos. Neste caso, trata-se, no fundo, de convocar as unidades hoteleiras, nomeadamente as regiões que foram mais impactadas pelos efeitos [da tempestade]", recordou Bernardo Trindade.

A vice-presidente executiva da AHP também garantiu que foi logo lançado um inquérito aos associados. "O primeiro para nos darem o diagnóstico, qual o tipo de danos que tinham. O segundo para saber que pessoas é que já estavam a acolher e o terceiro para mostrarem a disponibilidade. Portanto, o primeiro levantamento de danos está e estará a correr. O segundo, muito antes deste panorama já a hotelaria nas zonas afectadas estava a acolher primeiramente os seus trabalhadores e famílias [...]", referiu Cristina Siza Vieira.

A responsável lembrou que, antes do lançamento do programa , alguns hotéis nas zonas mais afectadas já tinham aberto portas "expressamente", para esse fim, já que, tal como no Algarve, há unidades hoteleiras que encerram na época baixa.

A gestão integral do programa - que vigora até 28 de Fevereiro, mas pode ser prorrogado em função da evolução da situação e da avaliação das necessidades - é assegurado pelo Turismo de Portugal, que assume também o pagamento às empresas aderentes que pretenderem aceder ao apoio financeiro, assim como a monitorização da correcta implementação da medida. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.