ADN questiona desinsetização de aviões no Aeroporto da Madeira
O coordenador regional do Partido ADN – Alternativa Democrática Nacional, Miguel Pita, alertou hoje para a necessidade de rever a prática de desinsetização de aeronaves no Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo.
Segundo o responsável, já passaram 13 anos desde o último caso de dengue na Região Autónoma da Madeira, mas continua em vigor a norma da Direção-Geral de Saúde (DGS), de 31 de Outubro de 2012, que obriga à desinsetização de todas as aeronaves à saída do aeroporto, independentemente do destino. A medida foi inicialmente implementada durante a luta anti-vetorial contra o mosquito Aedes aegypti.
Miguel Pita recorda que, embora a Autoridade Nacional da Aviação Civil tenha solicitado esclarecimentos à DGS, esta confirmou que, apesar do surto de dengue ter sido considerado controlado em Março de 2013 e sem registo de casos autóctones desde então, mantém-se a obrigatoriedade de desinsetizar os aviões devido à presença do mosquito na ilha.
O ADN-Madeira considera, no entanto, que “já é tempo de voltar a estudar a necessidade [da] pulverização de insecticida em spray, após o encerramento das portas, com as bagageiras ainda abertas, ao longo de todas as coxias, na direção do tecto e do chão”, alertando para os riscos do produto para passageiros e tripulação.
O partido sugere que, caso a pulverização continue a ser necessária, esta seja realizada durante a verificação da bagagem de mão, “em detrimento de num ambiente fechado sobre a cabeça de centenas de pessoas expostas dentro da aeronave”, sublinha o comunicado.