Abandono precoce da escola aumenta, mas aprendizagem ao longo da vida no máximo
A DREM divulgou hoje indicadores de Educação resultantes do Inquérito ao Emprego de 2025
A taxa de abandono precoce de educação e formação aumentou ligeiramente em 2025, apesar da taxa de aprendizagem ao longo da vida ter atingido o maior valor desde 2011, sendo também certo que as taxas de escolaridade nos ensinos básico e secundário aumentaram face ao ano anterior. Estes dados estão expressos no Inquérito ao Emprego de 2025, divulgado hoje pela Direção Regional de Estatística da Madeira.
Assim, de acordo com os indicadores, na Região Autónoma da Madeira, "a taxa de abandono precoce de educação e formação de 2025 - calculada em média móvel de 3 anos, único modo que permite a divulgação deste indicador para a RAM, face aos critérios de difusão em vigor - fixou-se em 9,0%", o que "representa um aumento de 0,4 pontos percentuais (p.p.) face ao ano anterior", mas sendo de notar que desde que foi divulgada a primeira vez, em 2013, passou de 28,2% para 8,6% em 2024, tendo diminuído consecutivamente até ao ano passado, quando subiu pela primeira vez em 13 anos de informação.
"A nível nacional, este indicador apresentou em 2025 uma redução de 0,1 p.p. face ao ano anterior, fixando-se em 6,9%, valor inferior ao da Região em 2,1 p.p.. Sublinhe-se, porém, que em 2013, a taxa regional era superior à nacional em 7,5 p.p.", existindo pois uma aproximação nos últimos anos.
Mais, "em 2025, na RAM, tal como nos anos anteriores, a taxa em questão foi superior entre os homens (13,0%) do que entre as mulheres (4,9%)", pelo que "o diferencial entre os dois géneros foi de 8,1 p.p.". E em comparação com o ano anterior, "a taxa aumentou 1,1 p.p. nos homens e diminuiu 0,2 p.p. nas mulheres", ainda assim assistindo-se a um aproximar da parte dos homens do patamar das mulheres. "Desde o início da série, destaca‑se o decréscimo de 23,2 p.p. na taxa dos homens e de 14,9 p.p. na das mulheres".
No que toca à taxa de aprendizagem ao longo da vida, em 2025, "atingiu 13,6%, o valor mais elevado da série iniciada em 2011", diz a DREM. "A taxa foi mais expressiva nas mulheres (14,6%) do que nos homens (12,5%). Face a 2024, houve uma subida de 2,5 p.p., mais acentuada nos homens (+3,3 p.p.) do que nas mulheres (+1,8 p.p.)". E a nível nacional, em 2025, "a taxa de aprendizagem ao longo da vida fixou-se em 16,9%, traduzindo um acréscimo de 0,8 p.p. em comparação com o ano anterior", aqui com vantagem para a vontade dos adultos madeirenses a aprenderem o que não tinham feito em idade escolar.
Por falar nisso, "a taxa de escolaridade no ensino básico, a qual reflete a proporção da população residente com idade entre 20 e 64 anos com pelo menos o 3.º ciclo do ensino básico completo, relativamente ao total da população residente do mesmo grupo etário, alcançou, em 2025, o valor de 69,9% (face a 48,2% em 2011 e 68,2% em 2024). Já a taxa de escolaridade do nível de ensino secundário, que representa a proporção da população residente que concluiu o nível de escolaridade secundário, relativamente ao total da população residente com idade entre 20 e 64 anos, aumentou para 54,5% (31,5% em 2011 e 51,8% em 2024)", destacando-se, por isso, maiores níveis de aprendizado.
Ainda assim, bem abaixo do nacional. "A nível nacional, em 2025, as taxas de escolaridade situavam-se em 82,7% no ensino básico (80,9% em 2024) e em 66,6% no ensino secundário (64,0% em 2024)", realça a DREM.
"Por sua vez, a taxa de escolaridade do nível de ensino superior da população residente na RAM com idade entre 30 e 34 anos - calculada em média móvel de 3 anos - fixou-se em 35,3% em 2025 (44,8% nas mulheres e 25,8% nos homens)", um valor que "reflecte uma diminuição de 0,6 p.p. face ao ano anterior, consequência sobretudo da quebra observada entre os homens (-2,0 p.p.)", pois "a taxa para as mulheres aumentou 1,0 p.p. em comparação com o ano anterior. Apesar desta percentagem ser ainda inferior à média nacional (41,1%), reflete um aumento de 8,1 p.p. face a 2013 (primeiro ano da série com a taxa igual a 27,2%)", realça.
Por fim, no que toca à percentagem de jovens que não estavam empregados nem a estudar ou em formação (ou nem-nem), em 2025 atingiu o mínimo da série. "A percentagem de jovens (16-34 anos) não empregados que não estão em educação nem em formação (NEEF) fixou-se em 2025 em 10,7%, valor inferior em 0,2 p.p. comparativamente a 2024, constituindo o valor mínimo" desde 2011. "Note-se que, no último ano, este indicador diminuiu no grupo etário 25-34 anos em cerca de 2,1 p.p.. No ano que terminou, a taxa das mulheres entre 16 e 34 anos que não estavam em educação nem em formação (12,1%) foi superior à dos homens (9,3%) em 2,8 p.p.", destaca. "À percentagem de NEEF de 10,7% em 2025 equivaliam 6,0 mil jovens, que se distribuem em partes praticamente idênticas entre inactivos e desempregados", esclarece.
Apesar da melhoria, "a nível nacional, entre 2024 e 2025, assistiu-se igualmente a uma diminuição da referida taxa, passando no grupo etário 16-34 anos de 9,4% em 2024 para 8,6% em 2025 (-0,8 p.p.). Neste último ano, a taxa das mulheres (8,9%) superou a dos homens (8,4%) em 0,5 p.p. Por grupo etário, em 2025, a taxa de jovens NEEF entre os 25 e os 34 anos foi de 9,5% (10,1% em 2024)", conclui.