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De namoro pegado com a DificultJet

Continuo de namoro pegado com a DificultJet, aquela companhia aérea que agora quer saber o nome das três pessoas com quem dormi (salvo seja) naquela noite da greve em Lisboa no início de Outubro. Sim, porque quando reservo um apartamento na Booking porque fiquei sem tecto para dormir por causa da paragem das tripulações, o operador pergunta quantos somos, que número de sapatos calçamos e em que camas nos vamos deitar.

Ora bolas! A última coisa que lhes pedi foi a fatura com NIF dos 5 passageiros, no formulário para o efeito e, pasme-se, enviaram tudo… a zeros. Sem um contribuintezinho que fosse. Se não tivesse preenchido no formulário para o efeito, ainda dava de barato. Mudando de assunto, mas continuando em aviões.

Vou promover uma acampada.

Não contra os Luises, nem o Neves, nem o Montenegro, mas contra os sac…s que andam agora a fazer ameaças de bomba em aviões por toda a Europa. Não têm mais nada com que brinquem? Mas a acampada não é para eu acampar, nada disso. É para pôr dentro quem, nos últimos dois dias, ameaçou mais de 40 voos em toda a Europa. Já os imagino dentro das tendas, por essas praças europeias fora, a levar bastonadas… do povo. E choques elétricos com alta voltagem.

Por mais que me apetecesse andar por aí a desatar à bastonada em quem me chateia a pinha, nunca me lembraria de ameaçar uma Europa inteira. Este estado de guerra a que se chegou deixa-nos sem norte, sem rumo, com medo e com atenção redobrada. Valha-nos a anterior Easyjet, agora DificultJet, que não recebe ameaças de bomba.

E porquê? Porque cada vez que se liga, até falar com um (des)humano passa uma hora e, como se pode imaginar, nenhum bombista com agenda cheia tem tempo para ficar pendurado ao telefone. Eu sei que o assunto é sério e que daqui a uns dias vou viajar (na TAP) e ninguém está livre de brincadeiras de mau gosto vindas sabe-se lá de onde. Talvez de um Rui Pinto desta vida, entediado por não poder pedir resgates altos, porque está tudo no prego e ninguém tem dinheiro para pagar as avultadas quantias pedidas. Sim, porque a vida está difícil até para quem tem por profissão roubar, assaltar e ameaçar.

Não sei o que vai acontecer nos próximos dias, nem quem vai apanhar os tipos das ameaças de bomba, mas lembrei-me da história da imunidade de grupo quando se vacina uma parte da população. Sinto que aqui é igual, que atingimos o medo de grupo só porque uma parte da população foi ameaçada. Se tenho receio? Claro que sim, mas acredito que uma IA deste mundo vai resolver o assunto e apanhar os maus da fita. Afinal de contas, os tipos da Anthropic querem que o Papa declare que as inteligências artificiais têm consciência. A mim, por enquanto, o Chatgpt só me tem mandado sair do computador para salvaguardar as minhas horas de descanso. Penso que é para lhe dar espaço para poder fazer uns telefonemas para umas companhias aéreas com ameaças… mas eu finjo que não percebo. Depois obedeço e apago o ecrã, antes que ele se queixe de mim ao Vaticano. É, e no fim disto tudo a louca sou eu!!