Desemprego na Madeira desce para 4% e população activa atinge novo máximo
No 3.º trimestre, a Região Autónoma registou a taxa de desemprego mais baixa do país, a par do Algarve, apesar de uma subida de 0,5 pontos percentuais face ao trimestre anterior
A taxa de desemprego na Região Autónoma da Madeira fixou-se em 4,0% no 3.º trimestre de 2026, menos 1,3 pontos percentuais (p.p.) do que no período homólogo, mas mais 0,5 p.p. face ao trimestre anterior, segundo os resultados do Inquérito ao Emprego divulgados hoje pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), em simultâneo com o INE.
A Região apresenta, a par do Algarve, a taxa de desemprego mais baixa do país. A taxa nacional foi de 5,5%, com os valores mais elevados na Península de Setúbal (6,3%), no Norte (6,2%) e na Grande Lisboa (6,0%).
Na Madeira, a taxa de desemprego dos homens foi de 4,1%, enquanto a das mulheres se situou em 3,9%.
A população activa alcançou 142,9 mil pessoas, um aumento homólogo de 2,1%, correspondente a mais 2,9 mil pessoas. Face ao trimestre anterior, manteve-se praticamente inalterada, com um acréscimo de 100 pessoas.
Este valor constitui um novo máximo histórico na actual série, prolongando a sequência de máximos sucessivos registada desde o 1.º trimestre de 2025.
A população empregada totalizou 137,2 mil pessoas, mais 3,6% do que no período homólogo, o equivalente a 4,7 mil pessoas. Em comparação com o trimestre anterior, diminuiu 0,4%, menos 600 pessoas.
Entre a população empregada, 2,6 mil pessoas encontravam-se em situação de subemprego a tempo parcial, 6,5 mil exerciam uma actividade secundária e 18,1 mil trabalhavam em casa. O trabalho a partir de casa abrangia 14,5% das mulheres empregadas e 11,9% dos homens empregados.
A população desempregada foi estimada em 5,7 mil pessoas, menos 23,7% do que há um ano, uma redução de 1,8 mil pessoas. Em termos trimestrais, porém, aumentou 13,7%, correspondendo a mais 700 pessoas.
Quebra de 17,2% na subutilização do trabalho
A subutilização do trabalho abrangeu 10,7 mil pessoas, menos 17,2% em termos homólogos, uma redução de 2,2 mil pessoas. Face ao trimestre anterior, aumentou 5,4%, ou mais 600 pessoas.
A taxa de subutilização do trabalho - indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego - fixou-se em 7,4%, menos 1,7 p.p. do que no 3.º trimestre de 2025, mas mais 0,4 p.p. do que no trimestre precedente.
A população inactiva foi estimada em 121,6 mil pessoas, uma diminuição homóloga de 0,5%, correspondente a menos 600 indivíduos. Em termos trimestrais, aumentou 0,7%, ou mais 800 pessoas.
A taxa de actividade das pessoas em idade activa, dos 16 aos 89 anos, situou-se em 62,4%, mais 0,6 p.p. do que no período homólogo e menos 0,2 p.p. face ao trimestre anterior. Entre as mulheres, a taxa foi de 59,0%, abaixo dos 66,2% registados entre os homens.
No conjunto do país, a taxa de desemprego foi de 5,5%, menos 0,3 p.p. do que no 3.º trimestre de 2025 e mais 0,2 p.p. do que no trimestre anterior.
Em termos trimestrais, a taxa diminuiu na Península de Setúbal (-1,1 p.p.), na Região Autónoma dos Açores (-0,7 p.p.), no Algarve (-0,2 p.p.) e no Oeste e Vale do Tejo (-0,1 p.p.).
Nas restantes regiões, aumentou: Alentejo (+0,8 p.p.), Centro (+0,6 p.p.), Madeira e Norte (+0,5 p.p. em ambas) e Grande Lisboa (+0,3 p.p.).
Na comparação homóloga, a Madeira registou a maior redução da taxa de desemprego entre as regiões NUTS II, com menos 1,3 p.p. Seguiram-se a Península de Setúbal (-0,6 p.p.), o Centro, o Algarve e os Açores (-0,5 p.p. cada), o Alentejo (-0,4 p.p.), a Grande Lisboa (-0,2 p.p.) e o Oeste e Vale do Tejo (-0,1 p.p.).
O Norte foi a única região a registar um aumento face ao período homólogo, de 0,1 p.p.