Autarca de Kiev alerta para situação "extremamente difícil" na rede eléctrica
O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, alertou ontem para uma situação "extremamente difícil" em relação à eletricidade na capital ucraniana, após uma série de ataques russos ao setor energético.
A Ucrânia teme a repetição do cenário do inverno de 2025, quando os ataques russos devastaram as centrais elétricas do país e deixaram, por vezes, milhões de pessoas na escuridão sob temperaturas gélidas.
Nos últimos dias, o exército russo realizou novos ataques contra instalações energéticas ucranianas, provocando cortes no fornecimento.
"A situação do abastecimento de eletricidade em Kiev é extremamente difícil. O inimigo continua a destruir a rede elétrica unificada da Ucrânia", realçou Klitschko através da rede social Telegram.
"Tanto a produção como o transporte de eletricidade foram danificados em todo o país", sublinhou, referindo ainda problemas no abastecimento de água e no funcionamento dos transportes públicos.
A operadora privada DTEK reportou "graves destruições" na região de Dnipropetrovsk (centro-leste), além de danos em instalações na região de Odessa (sul) e noutras áreas.
"É em Kiev que a situação é, neste momento, a mais crítica", confirmou, informando que foram realizados cortes de emergência.
Já o ministro da Energia ucraniano, Denys Chmygal, acusou Moscovo de ter "direcionado três drones contra uma subestação essencial para o funcionamento estável da central nuclear de Khmelnytsky", classificando o episódio como uma "grave escalada".
A Ucrânia, por seu lado, ataca regularmente as refinarias e os depósitos de petróleo na Rússia, bem como outras instalações energéticas.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma campanha de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.