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Prisão perpétua para palestiniano por morte de soldado israelita na Cisjordânia

FOTO DR
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Um tribunal militar israelita condenou hoje a prisão perpétua um palestiniano identificado como Nadmi Abu Baker, considerado culpado pela morte de um soldado israelita atingido por uma pedra numa operação no norte da Cisjordânia, em 2020.

O Tribunal Militar de Samaria -- como Israel designa a Cisjordânia -- emitiu este veredicto por considerar que Abu Baker causou "intencionalmente a morte" do soldado Amit Ben Uigal, anunciaram as Forças Armadas israelitas num comunicado em que se referem ao acusado, que também foi declarado culpado de obstrução à justiça, como terrorista.

O tribunal aceitou as acusações apresentadas pela Procuradoria Militar contra Abu Baker, que terá de indemnizar a família do soldado em mais de quatro milhões de shekels (um pouco mais que um milhão de euros).

Segundo o procurador, o homem "lançou, do telhado de um edifício, meio tijolo, com um peso de entre nove e 11 quilos, sobre soldados do Exército israelita, com a intenção de lhes causar a morte".

"O tijolo lançado pelo terrorista atingiu o primeiro-sargento Amit Ben Yigal, causando-lhe a morte. Posteriormente, o terrorista fugiu do telhado para a sua casa (...) Assim que as forças abandonaram o local, regressou ao local, recolheu fragmentos do tijolo e atirou-os para a berma da estrada, com o objetivo de obstruir a investigação", sustentou o Ministério Público.

Yigal tinha 21 anos e fazia parte de um batalhão que se tinha deslocado à localidade de Yabad, na Cisjordânia, para realizar umas detenções --- uma operação na qual morreu e que resultou na detenção de quatro pessoas: duas alegadamente envolvidas em atividades terroristas e duas acusadas de atirar pedras.