Juventude ADN propõe programa para atrair jovens madeirenses para a Defesa
A Juventude ADN defende a criação de um Programa Regional de Atração de Jovens para a Defesa e Segurança, em articulação com o Governo da República, com o objetivo de aumentar o recrutamento e a fixação de jovens madeirenses nas Forças Armadas e nas forças de segurança.
Na sequência das comemorações do aniversário das Forças Armadas na Madeira, a estrutura partidária considera necessário abrir um debate sobre a capacidade de Portugal para atrair e manter uma nova geração nestas carreiras. Reconhece que já existem incentivos ao serviço militar, nomeadamente nas áreas da formação, estudos, alojamento, alimentação, transportes e integração profissional, mas defende medidas complementares dirigidas à realidade regional.
A proposta assenta em três eixos. O primeiro passa pela criação de um programa permanente de divulgação das carreiras das Forças Armadas, PSP e GNR junto das escolas secundárias, profissionais e instituições de ensino superior da Madeira, com informação sobre requisitos, formação, remuneração, especializações e possibilidades de progressão.
O segundo prevê o estudo de incentivos regionais complementares aos mecanismos nacionais para jovens madeirenses que ingressem nas Forças Armadas ou forças de segurança e sejam colocados fora da Região, tendo em conta os custos associados à insularidade.
Por fim, a Juventude ADN propõe a criação de um relatório anual sobre o recrutamento e a fixação de jovens nas Forças Armadas e forças de segurança. O documento deverá analisar o número de entradas e saídas, as razões do abandono e as dificuldades específicas sentidas pelos jovens madeirenses.
A estrutura partidária aponta ainda para os actuais processos de recrutamento da PSP e da GNR como oportunidade para discutir estas questões, defendendo que servir Portugal deve ser encarado como uma carreira com perspectivas de futuro.
"Se queremos jovens a servir Portugal, temos de lhes dar razões para escolher estas carreiras e para nelas permanecer", afirma a Juventude ADN, que defende que a discussão deve passar também por perceber as razões que levam alguns jovens a não escolher estas profissões ou a abandoná-las posteriormente.
"Mais do que pedir aos jovens para servir, temos de criar condições para que queiram servir e tenham razões para ficar", conclui.