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Madeira

População cresce na Madeira, mas envelhece e tem cada vez menos crianças

Número de habitantes aumentou para 266.130 em 2025, impulsionado pela imigração, enquanto nascimentos voltaram a cair e as mortes subiram 11,6%

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A demografia madeirense agravou em 2025 os sinais de envelhecimento, apesar de a população residente ter voltado a crescer. A Região Autónoma da Madeira chegou aos 266.130 habitantes, mais 1.430 do que em 2024, mas o aumento ficou a dever-se exclusivamente ao saldo migratório, já que o crescimento natural permaneceu negativo.

A população residente na Madeira aumentou 1.430 pessoas em 2025, para 266.130 habitantes, mas o crescimento demográfico continua assente na entrada de população. A taxa de crescimento migratório foi positiva em 9,6‰ (por mil habitantes), enquanto o crescimento natural se manteve negativo, em -4,2‰.

Os dados constam do novo Em Foco sobre as Estatísticas Demográficas da Região Autónoma da Madeira, divulgado esta terça-feira pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), que analisa a evolução demográfica entre 2015 e 2025.

O retrato traçado pela DREM evidencia, sobretudo, o progressivo envelhecimento da população. Em 2025, apenas 11,7% dos residentes tinham menos de 15 anos, contra 12,1% um ano antes. Em sentido inverso, a população com 65 ou mais anos representava já 21,9%, face a 21,3% em 2024.

O resultado é um novo máximo no índice de envelhecimento: 187 idosos por cada 100 jovens, quando em 2024 eram 176. Ou seja, a Madeira tem actualmente quase dois idosos por cada jovem com menos de 15 anos.

Estrangeiros já são 19.371

A imigração continua a desempenhar um papel determinante na evolução populacional. Em 2025, a Madeira tinha 19.371 residentes estrangeiros, mais 1.779 do que no ano anterior, num crescimento de 10,1%.

Os venezuelanos constituíam a maior comunidade estrangeira, representando 15,5% do total, seguindo-se brasileiros (10,1%), nepaleses (7,9%), alemães (7%) e britânicos (6,2%).

Comunidade nepalesa cresceu 12 vezes em quatro anos

É, contudo, a comunidade nepalesa que apresenta a evolução mais expressiva no período recente. Entre 2021 e 2025, passou de 130 para 1.534 residentes, multiplicando-se quase por 12 e tornando-se a terceira nacionalidade estrangeira mais representada na Região.

Nascem menos crianças e cada vez mais tarde

A dinâmica natural continua a ser negativa. Em 2025 nasceram 1.745 crianças de mães residentes na Madeira, menos 48 do que em 2024. A taxa bruta de natalidade baixou de 6,8 para 6,6 nados-vivos por mil habitantes.

Também o índice sintético de fecundidade voltou a cair, de 1,20 para 1,16 filhos por mulher, muito abaixo dos 2,1 filhos considerados necessários para assegurar a substituição das gerações.

Mais 298 mortes do que no ano passado

As mulheres madeirenses também têm filhos cada vez mais tarde. A idade média da mãe ao nascimento de um filho subiu para 32 anos, enquanto no primeiro filho atingiu 30,6 anos.

A pressão demográfica é agravada pelo aumento da mortalidade. Em 2025 morreram 2.872 residentes, mais 298 do que em 2024, num crescimento de 11,6%. A taxa bruta de mortalidade passou de 9,8 para 10,8 óbitos por mil habitantes.

Apesar disso, a mortalidade infantil atingiu um dos valores mais baixos da série recente: registaram-se apenas três mortes de crianças com menos de um ano, correspondentes a uma taxa de 1,7 óbitos por mil nados-vivos, contra 3,3‰ em 2024.

Mais casamentos, mas também mais divórcios

Em 2025 realizaram-se 1.286 casamentos na Madeira, mais 61 do que no ano anterior, num aumento de 5%. Em 75,4% dos casos, os noivos já tinham residência comum anterior.

A idade média ao primeiro casamento continua a aumentar: 36 anos para os homens e 33,8 para as mulheres.

Também os divórcios cresceram. Foram decretados 478, mais 24 do que em 2024, correspondendo a uma subida de 5,3%. A maioria ocorreu após relações longas: 71,5% dos divórcios resultaram de casamentos com pelo menos dez anos de duração.