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Retomada operação de retirada de migrantes da praia Trampolín em Ceuta

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FOTO RAFAEL PENA/EPA

A Polícia Nacional retomou ontem a operação na praia Trampolín, em Ceuta, para continuar a retirada de centenas de migrantes que ainda ocupam o areal.

Os polícias regressaram por volta das 08:00 à zona de onde tinham transferido, para identificação, cerca de 1.100 pessoas no dia anterior para o Centro de Detenção Temporária de Imigrantes (CATE), junto à fronteira de Tarajal.

Segundo fontes policiais que falaram à EFE, os migrantes serão novamente transportados de autocarro até à fronteira, onde no domingo mais de metade dos transferidos manifestou o desejo de regressar voluntariamente aos seus países de origem.

O principal objetivo desta operação é desocupar permanentemente a praia, sobretudo depois de recentes testes realizados pelos serviços municipais de Ceuta terem constatado a contaminação das águas.

O processo de transferência está também a ser agilizado, dado que foram libertadas vagas nos centros temporários abertos pelo governo em vários pontos da cidade, com o objetivo fundamental de garantir que nenhum migrante, adulto ou menor de idade, se mantém nas ruas.

A Polícia Nacional voltou a mobilizar um efetivo significativo na zona envolvente à praia, onde, no domingo, conseguiu desocupar quase metade da língua de areia graças a uma operação que envolveu mais de 350 agentes, com a ajuda da Guarda Civil, da Polícia Local e ainda de elementos das Forças Armadas.

A praia de Trampolín tinha-se tornado o principal assentamento informal de migrantes que chegaram à cidade no final de julho, com cerca de 3.500 pessoas ali abrigadas durante mais de dois meses.