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Madeira

Representante da República realça importância geoestratégica da Madeira

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O Representante da República destacou, esta manhã, a importância geoestratégica e geopolítica da Madeira, sobretudo perante o actual contexto internacional, lembrando que a posição do arquipélago no Atlântico e as infra-estruturas aqui instaladas reforçam o papel da Região na soberania portuguesa.

“As autoridades regionais têm acentuado a importância geoestratégica e geopolítica da Madeira. Sobretudo nestes tempos conturbados”, afirmou Paulo Barreto, na cerimónia militar que assinala, no Funchal, o 52.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

O Representante da República salientou que, “há mais de cinco séculos”, as ilhas contribuem para “a dimensão da nossa soberania nacional e para a afirmação de Portugal no Mundo”, apontando a Madeira como “a porta da Europa para África e América do Sul”.

Paulo Barreto chamou ainda a atenção para as “assinaláveis infra-estruturas críticas” que, através da Madeira, ligam Portugal e a Europa aos continentes africano e sul-americano, num momento em que as questões de segurança e defesa assumem particular importância.

A intervenção serviu também para reconhecer o papel das Forças Armadas na Região, desde a garantia da soberania e integridade territorial à cooperação com as forças de segurança, protecção civil, socorro no mar e transportes de emergência médica.

Num segundo momento, Paulo Barreto levou o discurso para o que classificou como os “importantes entraves no elevador social”, defendendo que as Forças Armadas podem continuar a desempenhar um papel relevante na criação de oportunidades para jovens de famílias com menores recursos.

“Meio século depois da Democracia, não se admite que sejam as condições socioeconómicas a ditar o futuro”, afirmou, depois de apontar os custos da habitação e de vida como obstáculos ao prosseguimento dos estudos.

Para o Representante da República, as Forças Armadas têm contribuído para que jovens de classes sociais e económicas mais baixas possam “subir no elevador social”, através do ensino profissional e do ensino superior militar.

Paulo Barreto lembrou, neste âmbito, que as necessidades actuais das Forças Armadas abrangem áreas técnicas cada vez mais especializadas, da engenharia às informações e segurança militares, passando pela ciberdefesa, programa espacial, inovação e transformação.

A cerimónia integra as comemorações dos 52 anos do EMGFA, que decorrem entre 2 e 4 de Outubro, no Funchal, reunindo militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea.