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Assembleia Legislativa Madeira

JPP alerta para falta de cerca de 200 professores nas escolas da Madeira

Patrícia Spínola apresentou um voto de saudação pelo Dia Mundial do Professor. Paulo Cafôfo, do PS, criticou a burocracia e defendeu melhores condições de trabalho e progressão na carreira

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A apresentação de um voto de saudação pelo Dia Mundial do Professor, pelo JPP, motivou críticas à política educativa regional e apelos à valorização dos docentes, na Assembleia Legislativa da Madeira.

Patrícia Spínola, deputada do JPP, afirmou que faltam cerca de 200 professores nas escolas da Região e apontou dificuldades de recrutamento em algumas disciplinas, a saída de profissionais dos quadros e problemas na contagem do tempo de serviço. A parlamentar criticou ainda a falta de respostas para escolas em zonas mais carenciadas e a demora na disponibilização de equipamentos e apoios às aCtividades escolares.

“Os professores e educadores da Madeira merecem o nosso profundo respeito. Mas o respeito demonstra-se com decisões concretas”, defendeu. A deputada considerou que a capacidade de resposta dos profissionais não pode continuar a compensar as falhas da tutela. “A resiliência das pessoas não pode continuar a ser o plano de contingência da tutela”, afirmou, apelando a medidas efectivas para melhorar as condições de trabalho e o funcionamento das escolas.

Na intervenção seguinte, Paulo Cafôfo, do PS, concordou com a necessidade de valorizar os professores, defendendo que o reconhecimento não pode ficar pelas palavras e deve traduzir-se em melhores condições de trabalho e medidas concretas para a carreira docente.

O socialista destacou reivindicações como a recuperação do tempo de serviço e a alteração das regras de acesso ao topo da carreira. Criticou também o excesso de burocracia nas escolas, considerando que os professores perdem demasiado tempo a preencher documentos e relatórios, em prejuízo da preparação das aulas e do acompanhamento dos alunos.

Cafôfo alertou ainda para a perda de autoridade e de reconhecimento social dos professores, defendendo que os problemas da escola não podem ser deixados exclusivamente nas mãos dos docentes. O deputado sublinhou que a valorização dos profissionais da educação deve ser uma responsabilidade partilhada pelos governos e pela sociedade.