Expedição Madeira Ocean 2026 promove sensibilização para a biodiversidade marinha no Porto Santo
No âmbito da Expedição Madeira Ocean 2026, realizou-se hoje, a bordo do navio Santa Maria Manuela, atracado no Porto do Porto Santo, um evento de envolvimento da comunidade dedicado à biodiversidade marinha e à conservação dos oceanos.
A iniciativa proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer melhor o trabalho desenvolvido no âmbito da Expedição, através de acções de sensibilização ambiental, demonstrações dos equipamentos e das metodologias científicas utilizados nas actividades de investigação, bem como momentos de interacção directa com cientistas e membros da tripulação.
Esta acção teve como objectivo aproximar a comunidade do trabalho científico realizado no mar, promovendo a partilha de conhecimento e reforçando a importância da preservação dos ecossistemas marinhos e da utilização sustentável dos recursos oceânicos.
A Expedição Madeira Ocean 2026 é promovida pelo Programa Madeira Ocean, coordenado pelo Governo Regional da Madeira, através do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), em parceria com a ARDITI, a Fundação Oceano Azul, o Oceanário de Lisboa e a National Geographic Pristine Seas. A iniciativa conta ainda com o envolvimento de diversas entidades institucionais e parceiros científicos.
O DIÁRIO esteve a bordo do navio Santa Maria Manuela e constatou a presença de dezenas de alunos de várias escolas do Porto Santo, que tiveram a oportunidade de receber explicações da equipa do Madeira Ocean sobre o projecto e conhecer melhor a embarcação.
João Cloude, da ARDITI, explicou que a visita ao Porto Santo era essencial e que se insere num conjunto de cinco etapas de uma expedição que decorre ao longo do mês de outubro. A primeira etapa teve lugar nas Ilhas Desertas, a segunda na costa sul da Madeira e a terceira entre as Desertas e o Caniçal. A quarta etapa decorre agora no Porto Santo, onde a equipa permanecerá durante uma semana, seguindo-se a quinta e última etapa, na costa norte da ilha da Madeira.
O investigador da ARDITI destacou ainda a importância da ligação à comunidade piscatória, sublinhando que o projeto conta com a colaboração de uma embarcação de pesca, um atuneiro, que também irá desenvolver trabalhos no Porto Santo.
"É muito importante os pescadores saberem o trabalho que nós estamos a fazer, e temos de aprender com eles, porque eles é que estão no mar todos os dias", afirmou João Cloude, salientando que os pescadores possuem um conhecimento empírico do meio marinho muito superior ao dos investigadores, nomeadamente no que diz respeito à localização dos cardumes.
O investigador considerou que esta colaboração tem permitido criar uma sinergia muito positiva entre a comunidade científica e os profissionais da pesca, valorizando a partilha de conhecimentos e a cooperação no estudo do oceano.