Para o pessoal do Funchal que adora apanhar os autocarros da Camacha
Contar com o civismo das pessoas já é ficção, portanto, este texto é apenas um despejar da raiva que tenho todas as manhãs e finais de dia com as pessoas do Funchal que teimam em abusar dos autocarros que vão via Palheiro Ferreiro para a Camacha, Santo da Serra e Rochão.
É absurdo os primeiros autocarros da manhã (que são cruciais para quem é da Camacha chegar ao Funchal o mais cedo possível, pois, infelizmente, estamos muito limitados de carreiras a certas horas que nos sirvam, um problema com anos que nunca muda) estarem constantemente a parar desde o Palheiro Ferreiro até ao centro do Funchal para apanhar passageiros que têm, daí a dois minutos, um 36 que existe para os servir! O 36, ao “pessoal do campo”, cá infelizmente não serve!
Para além de atrasar a viagem do pessoal do campo para a cidade ou para casa, ainda temos de levar com um autocarro cheio desta gente que não tem qualquer noção ou educação. Depois, mais ridículo é o 36 chegar ao centro dois minutos depois, com meia dúzia de gatos-pingados. A essa meia dúzia de gatos-pingados só tenho a dizer que são um exemplo de civismo e acredito que, no seu dia a dia, sejam pessoas decentes.
Isto é um sentimento de ressentimento partilhado por muitos de nós que vivem no “campo” (como o pessoal do Funchal gosta de chamar, com desdém, quem não vive na cidade...).
Se é para continuar assim este abuso, ao menos que o pessoal do SIGA tenha a caridade de colocar mais horários para as carreiras da Camacha e Santo da Serra, porque o pessoal do campo, no meio disto tudo, sai sempre a perder!
Pessoa do Campo
(Autor devidamente identificado)