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ADN critica regime venezuelano mas também invasão norte-americana

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A representação regional do partido Alternativa Democrática Nacional (ADN) considera “positiva a tentativa de libertação do povo venezuelano, após anos de opressão, miséria e violência impostas por um regime criminoso” mas critica a forma como decorreu a intervenção militar dos EUA num país soberano, por “constituir um precedente perigoso”.

“O ADN entende que apoiar invasões unilaterais de países soberanos, mesmo quando dirigidas contra regimes ilegítimos, constitui um precedente perigoso. Hoje é a Venezuela, amanhã poderá ser qualquer outro país, inclusive o nosso. Tal como sucede na guerra da Ucrânia e nas restantes, é essencial que a diplomacia funcione. Sem diplomacia e sem respeito pelo Direito Internacional, a ordem internacional deixa de fazer sentido e regressamos à lei do mais forte, com riscos reais de escalada global”, alerta o ADN, numa nota assinada pelo seu coordenador regional, Miguel Pita.

Esta força política defende que “deveria ter sido promovida uma força internacional, com mandato claro, para assegurar eleições verdadeiramente livres, transparentes e auditadas, permitindo que seja sempre o povo venezuelano a decidir o seu futuro, e não países terceiros, mesmo quando estes se arrogam o direito de decidir em seu nome”. “Os Estados Unidos, atendendo ao peso e à influência que detêm na ONU e na NATO, já poderiam, e deveriam, ter promovido há mais tempo uma solução internacional, legal e concertada, tanto para a Venezuela como para outros países em situações semelhantes”, concluiu.