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Venezuela: poucas horas que deixaram o mundo em suspenso

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A captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro é a principal conquista anunciada pela intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que colocou a comunidade internacional em suspenso nas últimas horas.

Este foi o filme dos acontecimentos nas últimas horas:

06:37 (hora GMT e de Lisboa, menos quatro horas em Caracas): Várias detonações e explosões com aeronaves a sobrevoar são ouvidas na capital venezuelana. Imagens de explosões circulam nas redes sociais em várias partes da capital venezuelana, enquanto utilizadores relataram detonações no principal forte militar do país, Fuerte Tiuna, a oeste da cidade, e na base militar de La Carlota.

07:28 GMT: O Presidente colombiano, Gustavo Petro, diz que Caracas está a ser bombardeada, após detonações e explosões terem sido ouvidas em várias partes da capital venezuelana nas primeiras horas da manhã.

07:35 GMT: O governo de Maduro denuncia uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos contra a Venezuela, especificamente nas cidades civis e militares dos estados de Miranda, Aragua, La Guaira e da capital do país, Caracas, e ordena "o destacamento do comando para a defesa integral da nação".

07:40 GMT: Nicolás Maduro declara estado de emergência.

07:52 GMT: A norte-americana CBS informa que o Presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou ataques dentro da Venezuela, incluindo contra alvos militares.

08:08 GMT: A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) terá proibido aeronaves comerciais norte-americanas de operar a qualquer altitude sobre o espaço aéreo da Venezuela, citando riscos de segurança decorrentes da atividade militar em curso no país sul-americano. O aviso, conhecido como NOTAM, entrou em vigor às 02:00 de sábado, hora local na Venezuela, e estará em vigor durante 23 horas.

08:31 GMT: Os primeiros danos da operação dos EUA são reportados: incêndio e alguns danos na vedação da Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, também conhecida como La Carlota, o principal aeroporto militar de Caracas.

09:28 GMT: O Presidente dos EUA, Donald Trump, confirma que os Estados Unidos "realizaram com sucesso um ataque em grande escala à Venezuela e ao seu líder, o Presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua mulher, capturado e retirado do país por via aérea".

10:15 GMT: O vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, denuncia que o paradeiro de Maduro e de Cilia Flores é desconhecido.

10:29 GMT: O Presidente colombiano, Gustavo Petro, anuncia um reforço da segurança na fronteira com a Venezuela para lidar com a possível chegada de refugiados venezuelanos.

10:30 GMT: O New York Times relata que não foram registadas baixas dos EUA.

10:45 GMT: O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, apela à calma no país e a não facilitar "as coisas ao inimigo invasor", classificando o ataque realizado pelos Estados Unidos no país sul-americano como "criminoso e terrorista".

10:48 GMT: O Governo venezuelano solicita uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para discutir os "atos de agressão" dos EUA contra a Venezuela.

11:03 GMT: O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirma que Nicolás Maduro foi detido pelos Estados Unidos e enfrentará um julgamento criminal nesse país e que, agora que o líder venezuelano foi capturado, não se esperam novas ações militares no país, segundo o senador republicano Mike Lee após uma conversa.

11:35 GMT: O procurador-geral venezuelano denuncia o "rapto" de Maduro pelos EUA e pede que seja libertado, além de responsabilizar os EUA pelo que lhe possa acontecer.