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Jorge Pinto espera que Portugal não apoie "ataque ilegal" norte-americano

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Foto Lusa

O candidato presidencial Jorge Pinto pediu hoje ao Governo português que não apoie o que considera ter sido um "ataque ilegal" dos Estados Unidos à Venezuela e mostrou-se preocupado com a população portuguesa no país.

Governo sem indicação de portugueses afectados pelos ataques dos EUA

O Governo português disse hoje à Lusa que não há, até ao momento, indicações de que cidadãos portugueses tenham sido afetados pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra a Venezuela.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Mercado da Graça, em Ponta Delgada, Açores, Jorge Pinto defendeu que, "independentemente do que se possa achar sobre Maduro e o seu regime", o "que está em causa é um ataque ilegal ao direito internacional que deve preocupar a todos".

"Espero bem que do lado português, do lado europeu, da NATO, não haja qualquer apoio a este ataque. Hoje é a Venezuela, quem será amanhã? O que acontece se amanhã quem for atacado for, por exemplo, a Gronelândia? O que dirão os outros países? Acredito na defesa do direito internacional em qualquer parte do planeta. Não acredito em bons ou maus imperialismos, em boas ou más agressões", disse o candidato à Presidência da República apoiado pelo Livre, em declarações captadas pelas televisões.

Jorge Pinto manifestou também a sua preocupação com a população portuguesa e luso-descendente no país e reforçou que está em causa uma "agressão ilegal em todos os seus sentidos", em relação à qual os políticos portugueses devem ser "muito claros" no seu repúdio.

Embaixada em Caracas pede aos portugueses para ficarem em casa após ataques dos EUA

As autoridades portuguesas apelaram hoje à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter "tranquila e em casa", após ataques aéreos dos Estados Unidos.

"É muito importante que o próximo Presidente da República esteja à altura destes desafios e que seja claro ao dizer que tropas portuguesas não serão nunca enviadas para um cenário de guerra que seja ilegal aos olhos do direito internacional", frisou ainda.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.

O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

Trump afirma na Truth Social que EUA capturaram Nicolás Maduro

Uma alegada publicação atribuída a Donald J. Trump, divulgada na rede social Truth Social, está a gerar forte impacto internacional ao afirmar que os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o Presidente Nicolás Maduro terá sido capturado e retirado do país, juntamente com a sua esposa.