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Comunidades Madeira

Carlos Fernandes manifesta preocupação com presos políticos

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Carlos Fernandes, dirigente do núcleo dos social-democratas ligado à comunidade venezuelana, afirmou que, até ao momento, a informação disponível aponta para ataques dirigidos a alvos considerados estratégicos na Venezuela, sem registo confirmado de bombardeamentos em zonas residenciais.

Segundo explicou, um dos alvos atingidos foi o Forte Tiuna, em Caracas, uma das principais instalações militares do país, onde estão aquartelados militares e onde muitos vivem permanentemente. “É um forte militar, um alvo estratégico”, sublinhou, acrescentando que também terá sido atacado o aeroporto de Higuerote, localizado no estado de Miranda, a cerca de 90 quilómetros de Caracas, utilizado sobretudo para voos domésticos e nacionais.

Carlos Fernandes referiu ainda que existem indicações de ataques ao Ministério da Defesa, reforçando a ideia de que as acções desta madrugada se concentraram em infra-estruturas militares e institucionais. “Tudo aponta para alvos estratégicos”, afirmou.

De acordo com a informação recolhida até ao momento, não há registo de ataques a prédios residenciais ou zonas habitacionais onde vivem famílias, o que, segundo o responsável, não elimina, ainda assim, o clima de grande apreensão vivido no país.

Uma das maiores preocupações prende-se com a situação dos presos políticos. Carlos Fernandes alertou para a dificuldade dos familiares em obter qualquer tipo de contacto ou informação. “Há famílias que estão a tentar comunicar com os presos políticos e não conseguem estabelecer contacto de forma alguma. Isso causa enorme angústia”, referiu.

Nas redes sociais e em plataformas de mensagens têm circulado listas de alegados ataques a várias infra-estruturas, incluindo bases militares, aeroportos e edifícios institucionais, bem como relatos de falhas de energia em várias zonas de Caracas. No entanto, estas informações carecem, para já, de confirmação oficial por fontes independentes.

Carlos Fernandes apelou à prudência na partilha de informação e à necessidade de acompanhar os acontecimentos com cautela, sublinhando que o momento é de grande incerteza e tensão. “Estamos perante uma situação muito sensível, que exige responsabilidade e atenção redobrada”, concluiu.