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A Guerra Mundo

Terminou primeira ronda de negociações entre ucranianos, russos e americanos

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As primeiras negociações em Abu Dhabi entre representantes russos, ucranianos e norte-americanos terminaram na sexta-feira à noite, anunciou a presidência ucraniana, estando novas discussões agendadas para sábado.

O negociador-chefe ucraniano, Rustem Umerov, referiu na rede social X que a reunião "centrou-se nos parâmetros para o fim da guerra travada pela Rússia e nos próximos passos lógicos no processo negocial, visando avançar para uma paz digna e duradoura".

"Novas reuniões estão agendadas para amanhã", acrescentou.

Estas discussões constituem as primeiras negociações diretas conhecidas entre Moscovo e Kiev sobre o plano proposto pelos Estados Unidos para pôr fim a quatro anos de guerra.

Um dos pontos de discórdia é o destino dos territórios no leste da Ucrânia, com a Rússia a exigir que Keiv retire as suas forças dos cerca de 30% da região de Donetsk que ainda controla.

O encontro em Abu Dhabi começou um dia depois de dois encontros de alto nível, um em Davos entre o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o seu homólogo norte-americano Donald Trump, e o outro em Moscovo entre Vladimir Putin e os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.

As negociações diretas anteriores entre a Rússia e a Ucrânia durante o primeiro ano da guerra, em 2022, e várias vezes em 2025, em Istambul resultaram apenas na troca de prisioneiros e de restos mortais de soldados.

A Rússia exige a retirada das tropas ucranianas do Donbass, na região industrial do leste da Ucrânia, e um compromisso de Kiev de não aderir à NATO.

Nos últimos meses, a Rússia intensificou os ataques à rede energética ucraniana, provocando cortes massivos de eletricidade e aquecimento, especialmente na capital ucraniana, que enfrenta temperaturas gélidas.

Cada vez mais crítico em relação aos europeus nas últimas semanas, Zelensky proferiu um discurso particularmente duro em Davos na quinta-feira contra os seus principais apoiantes, dizendo ver uma Europa "fragmentada" e "perdida", quando se trata de influenciar as posições de Donald Trump, e sem "vontade política" face a Vladimir Putin.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).