Presidente cubano transmite apoio e solidariedade a Delcy Rodríguez
O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou hoje ter assegurado à Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, com quem falou por telefone, "o apoio e a solidariedade" de Cuba, aliada de longa data da Venezuela.
"Tive uma conversa telefónica com a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (...). Transmiti-lhe o nosso apoio e solidariedade" com a Venezuela, escreveu Díaz-Canel na sua conta da rede social X.
"Reafirmei a nossa firme condenação da agressão militar dos Estados Unidos e do rapto do Presidente constitucional, Nicolás Maduro, e da camarada Cilia Flores", acrescentou o chefe de Estado cubano.
A 03 de janeiro, os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas que resultou na captura do Presidente venezuelano e da sua mulher, ambos transportados para Nova Iorque para serem julgados num tribunal federal por tráfico de droga e conspiração para narcoterrorismo, entre outros crimes.
Miguel Díaz-Canel sublinhou igualmente a "decisão de continuar a reforçar as relações históricas de fraternidade e cooperação" entre Cuba e a Venezuela, sob a liderança de Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente de Nicolás Maduro e atual Presidente interina.
Os dois aliados ideológicos mantêm laços de cooperação estreitos desde os anos 2000 e da assinatura de um acordo de cooperação durante a presidência de Hugo Chávez (1999-2013), o antecessor de Nicolás Maduro.
Esse acordo estipulava o fornecimento de petróleo a Cuba em troca do envio para a Venezuela de médicos, professores e outros profissionais qualificados.
Em consequência da colaboração ao mais alto nível das forças de segurança dos dois países, 32 militares cubanos, alguns dos quais faziam parte da equipa de segurança de Nicolás Maduro, foram mortos durante a operação militar norte-americana.
Após o ataque militar à Venezuela, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as suas ameaças a Cuba.
"Não haverá mais petróleo nem dinheiro a ir para Cuba - zero!", declarou, instando Havana a "aceitar um acordo", cuja natureza não especificou, "antes que seja demasiado tarde".