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Quais as mudanças que o Ministério da Educação pretende implementar em 2027?

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FOTO MARCOS BORGA/LUSA

O Ministro da Educação anunciou, na terça-feira, uma série de mudanças que se pretende implementar a nível da estrutura e dos currículos de ensino, a nível nacional. Estas alterações deverão entrar em vigor em 2027, ou seja, no ano lectivo 2027/2028.

Uma das principais mudanças está relacionada com a fusão do 1.º e do 2.º ciclos, tornando-os um ciclo único. No fundo, será criado um ciclo contínua entre o 1.º e o 6.º anos, havendo ainda a revisão das aprendizagens.

Segundo explica a tutela, um dos objectivos é aplicar aprendizagens mais graduais e com equipas docentes mais estáveis. No entanto, não ficou especificado de que forma é que se pretende alcançar essa estabilidade, tendo em conta a actual diferença curricular entre ciclos.

Ainda de acordo com o Expresso, este ciclo contínuo é o modelo mais comum nos sistemas educativos europeus.

Todavia, o ponto assente é o de que as escolas vão ter de protagonizar uma reorganização, tanto em termos de horários, quanto à distribuição de docentes e coordenação pedagógica.

A Renascença contactou o Ministério da Educação sobre mais pormenores operacionais, mas teve informação de que várias áreas ainda estão a ser trabalhadas. O ministro da Educação garante que haverá supervisão independente para assegurar que as mudanças seguem as melhores práticas internacionais e que os resultados são avaliados de forma rigorosa.

Esta notícia não foi bem acolhida pelos sindicatos. A Federação Nacional da Educação (FNE) afirma ter “sérias reservas” sobre a calendarização da revisão curricular e lamenta não ter sido escutada pela tutela sobre este assunto, ainda para mais, por ter tomado conhecimento das intensões através da comunicação social.