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Madeira

Ex-Centro de Ciência Viva avança para obras

Os trabalhos estavam previstos para 2023. O concurso foi agora lançado

O espaço fica localizado na frente-mar do Porto Moniz
O espaço fica localizado na frente-mar do Porto Moniz, Foto Arquivo

O edifício do antigo Centro de Ciência Viva do Porto Moniz, agora Espaço Multiusos, será reabilitado, a Sociedade de Desenvolvimento do Norte lançou um concurso para recuperar o imóvel. O concurso foi publicado ontem em Diário da República. 

A obra foi anunciada inicialmente para 2023. A possibilidade de reafectar áreas foi  assumida pela presidente do conselho de administração das Sociedades de Desenvolvimento da Madeira (que gere a SDN) à Antena 1 em 2022. O DIÁRIO tentou saber junto de Nivalda Gonçalves o que vai mudar além da recuperação do Imóvel, mas nesta fase ainda nada está definido, disse a responsável. Actualmente está em vigor um protoloco com a Câmara Municipal do Porto Moniz, que é quem gere o uso do espaço e só no final deste as alterações serão introduzidas. Isto não invalida, explicou, que seja na mesma em colaboração com a autarquia e com o Governo Regional.

O preço base para o procedimento agora lançado é de 286.000 mil euros, a que acresce o valor do IVA em vigor. O prazo de execução são 120 dias, cerca de 4 meses, a contar da adjudicação da obra.

Em termos de trabalhos, o objectivo principal foi dar condições para melhor utilização estrutural do prédio, particularmente com vista à eliminação das infiltrações. Segundo a presidente das Sociedades de Desenvolvimento, será criada uma cobertura à volta do prédio que vai permitir isolar e retirar a humidade.

A empreitada prevê a reabilitação de estruturas, fachadas, tratamento e reparação de fissuras, a pintura, a substituição de materiais, a limpeza e impermeabilização. A intervenção vai contemplar as estruturas metálicas, o deck de madeira e coberturas e outros. Terá lugar tanto no interior do edifício como também nos muretes, pala e passeio exteriores. O edifício dispõe de um auditório com capacidade para 120 pessoas.

Nivalda Gonçalves admite que o prédio está subaproveitado. O apoio ao turismo foi um dos fins admitidos há dois anos. Mas só na data de renovação do protocolo com a Câmara poderá ser alterada a finalidade do espaço.

O agora Espaço Multiusos foi inicialmente um centro de ciência viva que aliava de forma interactiva o lazer ao conhecimento, fazia parte da rede de Centros de Ciência Viva criados pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. Este em particular, criado em 2004,  tinha como tema base a Laurissilva, desenvolvendo-se a partir desta floresta uma exposição e actividades para públicos de várias idades.

Em 2017 o DIÁRIO dava conta do fim deste projecto, tendo a Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica retirado a credenciação, depois de uma avaliação ao trabalho desenvolvido nos dez anos anteriores.

Hoje sem essa ligação, que não deverá ser retomada, o espaço funciona como área de conferências, reuniões, com uma área dedicada a exposições.