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Guterres "chocado" com morte de opositor russo e pede "investigação credível"

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O secretário-geral da ONU está "chocado" com a notícia da morte do opositor russo Alexei Navalny numa prisão no Ártico e pede uma "investigação completa, credível e transparente" para apurar as circunstâncias, indicou o porta-voz de António Guterres.

"O secretário-geral está chocado com a notícia da morte durante regime de detenção da figura da oposição Alexei Navalny", disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, no decurso da sua conferência de imprensa diária na sede da ONU, em Nova Iorque.

"O secretário-geral expressa as suas condolências à família do senhor Navalny e apela a uma investigação completa, credível e transparente sobre as circunstâncias da reportada morte de Navalny sob custódia", acrescentou.

O opositor russo Alexei Navalny, um dos principais críticos do Presidente Vladimir Putin, morreu hoje na prisão, segundo o serviço penitenciário federal da Rússia.

Navaly, 47 anos, estava numa prisão no Ártico, para cumprir uma pena de 19 anos de prisão sob "regime especial" e, segundo aqueles serviços, sentiu-se mal depois de uma caminhada e perdeu a consciência.

Até ao momento, a equipa de Navalny não confirmou esta informação, mas destacados dirigentes ocidentais e os apoiantes do opositor responsabilizam o Presidente russo, Vladimir Putin, pela sua morte.

A presidência russa já classificou como "inadmissíveis" as declarações dos líderes ocidentais.