Chega-Madeira critica Orçamento do Estado para 2025 e exige "justiça para a Região"
O Chega-Madeira veio a público manifestar a sua indignação em relação ao Orçamento de Estado para 2025, que, no entender do partido, "mais uma vez, revela uma total falta de consideração do Governo da República para com a Região Autónoma da Madeira".
"As verbas atribuídas à nossa Região são vergonhosamente insuficientes e não refletem, de forma alguma, as necessidades e os desafios que enfrentamos. Os madeirenses continuam a ser tratados como cidadãos de segunda classe", sustenta Miguel Castro, citado em comunicado de imprensa.
Proposta do Orçamento do Estado prevê menos dinheiro para a Madeira
Documento já foi entregue pelo ministro das Finanças no parlamento
O presidente do Chega-Madeira acusa este "governo centralista, dominado pelo Partido Socialista, de ignorar as especificidades da Madeira, desprezando os custos acrescidos da nossa insularidade, o impacto das distâncias e a necessidade de garantir a continuidade territorial de forma justa". "Não podemos continuar a aceitar esmolas disfarçadas de transferências, enquanto os problemas estruturais da Madeira permanecem por resolver", sublinha Miguel Castro.
Para o Chega "particularmente preocupante é o tratamento dado às verbas destinadas ao subsídio de mobilidade", uma vez que conforme foi noticiado, os madeirenses continuam a adiantar "valores exorbitantes" para viagens, "sendo maltratados por um sistema que os força a esperar por reembolsos".
É inadmissível que o Governo da República continue a engordar empresas como a TAP à custa dos nossos bolsos. Exigimos um sistema de mobilidade justo, onde os madeirenses paguem apenas o valor devido desde o início, sem burocracias e sem esquemas camuflados de financiamento à TAP Miguel Castro
O deputado na Assembleia Legislativa Regional afirma ainda que «este Orçamento de Estado expõe a verdadeira fraqueza e a debilidade política de Luís Montenegro", que "num acto de traição aos portugueses que votaram no PSD, vendeu completamente os valores dos seus eleitores ao Partido Socialista e aos interesses de Pedro Nuno Santos".
Aquilo que deveria ser uma oposição firme e intransigente tornou-se num jogo de conveniências, onde os valores e os princípios que os eleitores do PSD defenderam foram sacrificados. Montenegro entregou de bandeja o que restava da integridade política do seu partido ao PS, desperdiçando a maioria de direita de 128 deputados que emergiu das eleições, deixando a Madeira e o país reféns desta coligação de interesses Miguel Castro
O Chega defende, por isso, que "o Governo Regional deve exigir, com toda a firmeza, o que é nosso por direito".
Este Orçamento de Estado para 2025 é uma traição aos madeirenses, e nós estaremos na linha da frente a lutar contra este abandono por parte de Lisboa. Não aceitaremos mais promessas vazias; exigimos acção concreta e imediata Miguel Castro