Madeira

Avaria do Mondego não faz Chefe-de-Estado-Maior-General das Forças Armadas concluir que marinheiros tinham argumentos válidos

None

O Chefe de Chefe-de-Estado-Maior-General das Forças Armadas, general José Nunes da Fonseca, recusa-se a admitir que a avaria do NRP Mondego, na noite de ontem quando se dirigia em missão às ilhas Selvagens, possa ser interpretada como dando validade aos argumentos dos marinheiros, que se recusaram a embarcar, na missão de vigilância a um navio russo.

O general, que se encontra na Madeira em visita de início de mandato, que começou a 1 de Março, questionado directamente sobre se a avaria não dava razão aos argumentos ainda que, eventualmente, não à insubordinação, respondeu: “Eu não o tiraria essa ilação. Há que apurar o que sucedeu ontem. Devemos distinguir uma ordem que não foi cumprida e uma missão que não foi realizada. Se está associada ou dissociada só as investigações é que poderão tirar essa conclusão.”

“No dia em causa em que não se cumpriu uma ordem é um assunto do foro disciplinar e criminal e portanto as entidades tirarão as suas consequências.

Relativamente à missão, a Armada, não tenho dúvidas de que, à partida, teria garantido as condições para o cumprimento da missão. Ela não foi cumprida por um imprevisto.”

As declarações foram prestadas na Assembleia Legislativa da Madeira, no final de uma audiência em José Manuel Rodrigues, para apresentação de cumprimentos ao presidente do parlamento.