Madeira

MPT propõe que Estado crie empresas para reduzir risco de especulação

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O MPT considera que o "Estado também deveria ter uma cadeia de supermercados, uma cadeia de venda de produtos petrolíferos (tipo Galp), uma empresa de produção e venda a retalho de energia elétrica (tipo EDP), uma empresa de telecomunicações (tipo Meo), uma empresa de construção civil, e uma imobiliária", por forma a reduzir o risco de especulação dada a concorrência.

"Obviamente, o risco desta empresas é serem mal administradas pelo que volta-se a propor que estas empresas sigam as leis de transparência propostas pelo MPT a seu tempo (à excepção da contratação de trabalhadores mas não de dirigentes)", indica nota enviada à comunicação social, assinada por Valter Rodrigues.

Nesse documento, o partido diz discordar do actual modelo de regulação estatal, baseado em entidades fiscalizadoras como é o caso da ARAE, Banco de Portugal e Autoridade da Concorrência. " O MPT propõe que estas entidades fiscalizadoras continuem a exercer a sua atividade mas o Estado deve ter empresas públicas que potenciem a concorrência", explica.

" Os dois exemplos mais notórios são a Caixa Geral de Depósitos que impede a escalada incontrolada das taxas e comissões da banca, e a TAP que impede que existam voos para Portugal a um preço ditado pelos interesses de privados estrangeiros", considera.