Caças da NATO interceptaram drone que entrou no espaço aéreo da Letónia
O drone que entrou no espaço aéreo da Letónia, hoje de madrugada, foi abatido por caças da Missão de Policiamento Aéreo do Báltico da NATO, na região de Balvi, informaram as forças armadas do país em comunicado.
A aeronave foi abatida na região de Balvi, para a qual foram enviados soldados e polícias para procurar os destroços do drone.
Segundo a agência EFE, o alerta soou cerca das 04:00 (02:00 em Lisboa), levando centenas de peregrinos, reunidos para o maior festival religioso católico do norte da Europa, a procurarem abrigo.
O alerta de ameaça estendeu-se às regiões Augsdaugava, Preili, Rezekne, Balvi y Aluksne e foram determinadas restrições temporárias que vigoraram até às 07:30 (05:30 em Lisboa) para o espaço aéreo e até 15 minutos mais tarde para a zona marítima, de acordo com as autoridades.
Em junho, caças franceses Rafale da NATO, estacionados nos países bálticos, já tinham abatido um drone na Letónia.
Os Estados bálticos, que fazem fronteira com a Rússia, têm registado um número crescente de intrusões e de quedas deste tipo de aparelhos nos seus territórios.
As autoridades da região de Leninegrado, no noroeste da Rússia, indicaram hoje, por sua vez, ter abatido mais de 50 drones ucranianos durante a noite e que se tinha declarado um incêndio no porto russo de Ust-Luga, situado no golfo da Finlândia.
A Letónia encontra-se a meio caminho entre a Ucrânia e a região russa de Leninegrado.
Já o exército finlandês anunciou hoje ter emitido uma restrição temporária do espaço aéreo e marítimo na parte oriental do golfo da Finlândia, sem pormenorizar a causa, numa mensagem publicada na rede X.
Na semana passada, no aeroporto alemão de Leipzig, um nó logístico determinante para a NATO e para o envio de material militar e civil para a Ucrânia, foi descoberto um drone que transportava um "engenho explosivo não identificado", o que provocou uma interrupção temporária do tráfego.
Impulsionada pelo apoio europeu, a Ucrânia está a apostar em ataques de longo alcance para infligir danos económicos e sociais cada vez maiores ao adversário.
Ao bombardear refinarias de petróleo, desencadeou uma crise de combustível na Rússia este verão e está agora a atacar armazéns pertencentes ao gigante russo do comércio eletrónico, Wildberries.
Os seus múltiplos ataques à Crimeia, anexada em 2014 por Moscovo, levaram também a uma crise energética na península, declarada este verão em "estado de emergência".
A Rússia, por seu lado, está a intensificar os seus ataques maciços a Kiev e outras regiões da Ucrânia e interrompeu as exportações ucranianas no mar Negro atacando os seus portos e navios, com particular intensidade numa altura em que Moscovo se estará a aproveitar do facto de o 'stock' de mísseis intercetores Patriot da Ucrânia se encontrar quase esgotado.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou recentemente aos Estados Unidos para que venda à Ucrânia entre 5% e 10% das suas reservas de mísseis Patriot, face à diminuição da quantidade de intercetores de mísseis balísticos no país.