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Oito candidatos às presidenciais russas de 2024 formalizados junto da comissão eleitoral

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Foto AFP

Oito candidatos escolhidos por vários partidos políticos apresentaram as respetivas candidaturas para as eleições presidenciais russas, marcadas para março de 2024, anunciou hoje a Comissão Eleitoral Central (CEC).

Os oito candidatos, escolhidos nos congressos dos respetivos partidos, entregaram todos os documentos necessários para formalizar as suas candidaturas, segundo avançou a presidente da CEC, Ela Pamfilova, citada pela imprensa russa.

O anúncio foi feito poucos dias depois de a CEC ter recusado, na segunda-feira, registar a candidatura da jornalista e ativista anti-regime Yekaterina Duntsova às eleições presidenciais de 17 de março, considerando que havia erros nos documentos apresentados, incluindo ortográficos.

O prazo para apresentação de candidaturas decorre até dia 01 de janeiro, sendo que o atual Presidente, Vladimir Putin, realizou o procedimento no dia 18 de dezembro.

Vários opositores do líder do Kremlin queixam-se de que a comissão eleitoral rejeita o registo de candidatos que representem um maior risco eleitoral para Putin.

Os seus críticos mais proeminentes, que poderiam desafiá-lo de facto, estão na prisão ou vivem exilados no estrangeiro e a maioria dos meios de comunicação independentes foi proibida.

O controlo apertado que Putin estabeleceu durante os 24 anos que está no poder torna a sua reeleição nas eleições presidenciais de março praticamente garantida.

Putin concorre como independente e a sua equipa de campanha, juntamente com ramos do partido governante Rússia Unida e uma coligação política chamada Frente Popular, começaram a recolher assinaturas de apoio à sua candidatura.

Segundo a lei russa, os candidatos independentes devem ser nomeados por pelo menos 500 apoiantes e têm de reunir pelo menos 300 mil assinaturas de 40 regiões ou mais.

A gestão política de Putin, de 71 anos, é, segundo sondagens oficiais, aprovada por 80% dos russos, sendo esperado que vença as eleições com mais votos do que em 2018, quando conquistou mais de 76% dos eleitores.