Madeira

"O que efectivamente se quer é que as empresas fechem", diz André Barreto

O economista falava das medidas de restrição para combater a covid-19

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No Debate da Semana, programa da TSF-Madeira liderado por Leonel de Freitas, o economista André Barreto disse que o sector do turismo está à beira de fechar a porta devido às medidas de restrição para conter a propagação da covid-19.

"O que efectivamente se quer é que as empresas fechem" e que "deixem de laborar", lamentou, referindo que o que "o lay-off contribui é para as horas não trabalhadas". E, nesse sentido, criticou não existir "nenhum plano" para quem "arrisca ter a porta aberta" e para "quem quer produzir riqueza por pouco que ela seja".

Tendo isto em conta, disse estar perante "um sentimento de exaustão".

Sobre este assunto, relacionado com as medidas de restrição para conter a propagação da covid-19, a economista Cristina Pedra, disse que o 'lay-off' simplificado não se aplica à Madeira, porque existe trabalho parcial e não encerramento.

"O que a Madeira, neste momento, tem é uma ordem de recolher obrigatório ou de encerramento às 18 horas, nos dias de semana, e às 17 horas, nos fins-de-semana. No entanto, o 'lay-off' tal como está na lei não prevê encerramentos parciais ou mais cedo, só prevê encerramentos totais decretados por resoluções administrativas ilegais. Ou seja, tudo o resto que não é de bens essenciais tem que estar fechado, como por exemplo, em Lisboa. Esse comércio automaticamente está coberto pelo 'lay-off' simplificado", explicou.

Por outro lado, o economista Paulo Pereira afirmou que há celeridade para acudir os efeitos dos temporais, mas o mesmo não acontece em relação às empresas, referindo, nesse sentido, que para umas coisas a legislação é mais flexível do que para outras.

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