As tempestades que vão ganhar nome na Europa
Nova época começou a 1 de Setembro e prevê 21 nomes para tempestades com avisos laranja ou vermelho
A nova época de nomeação de tempestades extratropicais na Europa começou a 1 de Setembro e prolonga-se até 31 de Agosto de 2027. Portugal integra o grupo sudoeste, através do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que, em conjunto com os restantes serviços meteorológicos parceiros, definiu a lista de nomes para esta temporada.
A lista é composta por 21 nomes, organizados alfabeticamente e alternando entre designações masculinas e femininas. Adam será o primeiro nome da época, seguindo-se Bruna, Charles, Diane, Eric, Flora, Gabriel, Heloise, Igor, Julia, Kevin, Lola, Michel, Nathalie, Oscar, Paola, Rafael, Sandra, Thomas, Vera e Walter.
Algumas letras do alfabeto não são utilizadas, devido à dificuldade em encontrar nomes facilmente perceptíveis e pronunciáveis por todos os países envolvidos.
Quando é dada uma designação?
Uma tempestade recebe um nome quando está prevista a emissão de avisos meteorológicos de nível laranja ou vermelho. O vento constitui o principal critério utilizado na avaliação, embora também possam ser considerados outros fenómenos meteorológicos com potencial para provocar impactos severos.
A atribuição de nomes resulta de uma iniciativa conjunta de vários serviços meteorológicos europeus, coordenada pela EUMETNET. O grupo sudoeste é constituído pelo IPMA, AEMET (Espanha), Météo-France (França), RMI (Bélgica), MeteoLux (Luxemburgo) e pelo Servei Meteorològic Nacional do Principado de Andorra.
O sistema permite uma comunicação mais simples e imediata de fenómenos meteorológicos potencialmente perigosos, facilita a coordenação entre os Serviços Meteorológicos Nacionais e as autoridades de Protecção Civil e ajuda a acompanhar a evolução das depressões ao longo do seu percurso pela Europa.
Há ainda uma situação particular: quando um ciclone tropical proveniente do Atlântico transita para uma tempestade extratropical, mantém a designação que lhe foi originalmente atribuída pelo National Hurricane Center (NHC), dos Estados Unidos.
Desta forma, nem todas as depressões recebem um nome. A designação é reservada para situações em que os impactos previstos justificam, em regra, avisos laranja ou vermelho, tendo o vento como principal referência.